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5 de setembro de 2019

A viralização de inverdades


 

 

   Em 1930, Getúlio Vargas e o Exército elaboraram o Plano Cohen, quando diretrizes falsas sobre uma suposta conspiração comunista foram divulgadas e tomaram grandes proporções. Nos dias atuais, os adventos da internet, intensificaram a viralização de informações adulteradas e, além disso, as pessoas dificilmente fazem o questionamento: Fato ou “Fake”?

     O constante fluxo de “fake news”, isto é, notícias falsas, desestabiliza a evolução humana, pois a razão e a verdade passam a ser banalizadas. Indubitavelmente, a expansão do meio virtual intensificou esse processo, já que todas as pessoas têm o direito de publicar o que lhes cabe melhor. Dessa maneira, os internautas acabam pesquisando somente aquilo que possui semelhança com o seu ponto de vista e, por conseguinte, não há debates e também a posição da dúvida torna-se quase sempre ausente. O filósofo grego Aristóteles advertia que: “A dúvida é o princípio da sabedoria”, portanto sem questionamentos, dificilmente, o homem avançará.

     Além disso, vale destacar o neologismo “pós verdade”, ou seja, a formação de dados manipulados que priorizam a repercussão para serem aceitos e não com autenticidade. Por tudo isso, vê-se a carência da veracidade nos âmbitos sociais contemporâneos. A liquidez moderna precisa ser melhor aproveitada, para que no futuro, não seja necessário punir os adultos que hoje são jovens e crianças.

     Diante dos fatos mencionados, nota-se a importância de verificar a precedência de notícias, antes de compartilhá-las, conferindo mais de uma fonte e questionando-se sempre diante dos fatos. Além disso, é mister que o governo aumente a fiscalização, tanto dos meios de comunicação virtual quanto material. Em detalhes, o combate à viralização de inverdades poderá resultar na ascensão da intelectualidade social brasileira.

 

Autora: Sara Ferreira Barbosa Rodrigues. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: Fato ou “Fake”? Eis a questão.

 


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