Blog

15 de maio de 2017

Caos na violência


 

      As unidades escolares em zonas de conflito no Rio de Janeiro estão prestes a serem muradas. Não há como ignorar as consequências da ineficiência da segurança e da educação  pública nas comunidades desse estado brasileiro.

      Os reflexos do tráfico de drogas no estado do Rio de Janeiro têm perpetuado a insegurança e o medo nas salas de aula que se encontram em áreas de risco. Operações policiais  desesperadas vêm atenuando o problema, porém a troca de tiros com criminosos acaba, em alguns casos, atingindo inocentes moradores das favelas. Esse viés indica que a segurança  pública carece de investimentos, assim como as regiões marginalizadas precisam de serviços e projetos que produzam qualidade de vida nessas áreas.

      Nesse cenário, entende-se que a criação dos muros tem caráter temporário e não soluciona a realidade do perigo em questão. Trata-se de uma medida desesperada, que visa à  resolução rápida de um problema que requer um processo longo de melhoria e atenção social. O “Muro de Berlim”, por exemplo, foi uma ambiciosa e trabalhada proposta contra a invasão  de forças opostas, no contexto da Guerra Fria, mas que não teve um final de sucesso em sua história.

      O Rio de Janeiro não tem mais espaço para a violência. Na ótica do jornalista brasileiro, Barão de Itaboraí: “O Brasil está cheio de nós. Está na hora de desatar esses nós”. Por isso,  evidencia-se a urgente necessidade de intervenção do governo no oferecimento de serviços e oportunidades nas comunidades que carecem de atenção e investimentos para não partir as  escolas do país. Também é de extrema importância, a luta da sociedade civil organizada na busca por direitos e qualidade de vida interativa que são fatores essenciais para a formação de  cidadãos e exterminar esse caos urbano.

   Autor:Douglas de Oliveira Pereira. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães. 

  Tema:  A escola brasileira deve ser partida ou interativa?

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *