Com sentido

 

   O avanço da tecnologia e da globalização no contexto de realidade capitalista contemporânea tem massificado a sociedade com equipamentos voltados à informação. Não há como ignorar os riscos que o uso virtual em demasia pode gerar ao relacionamento interpessoal e, principalmente, à relação familiar.

   A geração atual vem adotando, de forma cada vez mais expressiva, o uso de sites de relacionamentos como as redes sociais. Nesse sentido, a revolução tecnológica tem transformado as formas de comunicação e tornado arcaicos os meios tradicionais de interação humana. Esse viés indica que, até mesmo, a conexão real entre as famílias acaba sendo impactada pelos avanços virtuais.

   A Constituição Federal assegura o compromisso com o desenvolvimento das crianças e adolescentes, por meio do Artigo 227. Essa responsabilidade confia ao Estado a criação de caminhos que direcionem os avanços das indústrias tecnológicas a formas seguras e éticas de reprodução. Dessa forma, a modernização do ensino básico e familiar são chaves para a confluência entre o mundo real e o virtual.

  A internet não deve romper os limites dos relacionamentos em sociedade. Na ótica da escritora Cora Coralina “Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”. Evidencia-se, portanto, a necessidade da atuação do governo na criação de mecanismos de ensino e preparação social mais evoluídos e adaptados aos novos tempos, por meio de uma educação estudantil básica e modernizada, mas que seja humana. Também é de extrema relevância o papel da família na formação de cidadãos dotados de empatia e amor ao próximo, para que o diálogo familiar não seja sem sentido, mas que se reintegre e que a barreira virtual seja ultrapassada com mais aproximação e diálogo.

 

  Tema: No relacionamento familiar, a internet aproxima ou distancia as pessoas?

 

  Autor: Douglas de Oliveira Pereira. Aluno do curso Centro de Escrita Regina Magalhães.