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21 de maio de 2019

Conflito de aquisição


 

 

  Com o avanço industrial do século XIX, a necessidade de consumir se tornou mais intensa, colocando em conflito a verdadeira necessidade e o desejo de posse, ou seja, o ter acima do ser. O contexto dessa nova era reflete, na atual reinvenção industrial, chamada Quarta Revolução Industrial, isto é, existe  uma sociedade  que influencia a produção. 

  Primeiramente, vale retornar há milhares de anos, quando os antepassados globais adquiriam recursos básicos para a sobrevivência. Esse tipo de consumo era algo necessário e que foge dos motivos retratados pela população nos últimos séculos. Ou seja, a sociedade deixou de buscar e possuir apenas o essencial. Uma explicação para essa atitude é a ânsia em ter algo valorizado pela sociedade, como roupas, empregos e carros. Contudo, a satisfação e o desejo incontroláveis por essas aquisições podem despertar doenças que geram irritação, quando não se pode comprar algo. 

  O problema maior está, nos impactos sofridos pelo planeta, diante da poluição, do desmatamento e da perda ou ameaça à biodiversidade. Diante disso, uma série de movimentos éticos e ambientais, nos últimos tempos, levantaram voz e questionamentos opostos ao consumo desenfreado. De acordo com a pesquisa de Alison Angus e Gina Westbrook, os países em desenvolvimento estão revendo seus hábitos de consumo. Além disso, os elevados índices de envelhecimento populacional, como ocorre, principalmente no Japão, estimula a mudança de foco de produção empresarial. Sob essa análise, pode-se dizer que o mundo está passando por uma nova revolução industrial, em que o novo mercado consumidor influencia a elaboração das mercadorias. 

  Sob essa ótica, entende-se que o consumo deve ser consciente e responsável, visando ao bem da natureza e ao psicológico do comprador. Para isso, é necessário abordar em lugares sociais, como escolas, as diferenças entre investir ou necessitar e sobre a compra prazerosa. Além disso, exibir e propagar dados ou informações sobre os danos ambientais é uma forma de sensibilizar a população. Em relação à atual mudança de foco industrial, torna-se imprescindível a própria compreensão empresarial sobre a jornada da aquisição positiva que o planeta precisa seguir. 

   Autora: Victória Machado Calil. Aluna do Centro de Escrita Regina  Magalhães.

 

  Tema: A jornada do consumo no século XXI.

 

 


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