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21 de maio de 2019

Futuro da nação


 

   O fenômeno da transição demográfica ocorre em todo o mundo, atualmente, porém  divergindo, em suas fases, dependendo do nível de desenvolvimento do país. Como fator contribuinte, para que essa transformação ocorra, está o aumento da expectativa de vida da população, causada por um aprimoramento na medicina mundial, além da diminuição expressiva na taxa de fecundidade. Diante desse fato, é perceptível, na sociedade contemporânea, um aumento significativo no número de idosos, que em sua maioria passa a depender da Previdência e deixa de contribuir na PEA (População Economicamente Ativa). Assim, o cenário atual representa uma questão grave, devido às transformações futuras na pirâmide etária do Brasil, trazendo a ideia de uma necessária Reforma da Previdência, já na mesa do Congresso.

   A necessidade de uma transformação no modo com que o país lida com a Previdência tornou-se fator de urgência. Como consequência da transição demográfica, é visto um contínuo processo de envelhecimento populacional, concomitantemente, à continuação do estreitamento na base da pirâmide etária, isto é, a diminuição do número de crianças e de jovens, os quais representarão a PEA- População Economicamente Ativa- futuramente. A partir desse desequilíbrio, haverá a necessidade de cortes em outras áreas públicas, como saúde e educação e uma inferência, inicialmente, por meio da redução de privilégios de alguns setores sociais e, posteriormente, uma reforma na aposentadoria. Assim, a mudança do molde atual de Previdência traria uma maior justiça e estabilidade sem comprometer de forma irreversível apenas uma parcela da população.

 

Sob outra perspectiva, a qualidade de vida dos idosos deve se tornar um tópico de suma relevância, visto que o alongamento do seu período ativo demanda um maior cuidado com a saúde e com os direitos sociais. Analogamente a esse fato, é possível notar que, em países desenvolvidos, como o Japão e a Alemanha, a idade mínima de aposentadoria é de 65 anos, mas o sistema de saúde e atendimento é de alta qualidade para atender tal faixa etária. Segundo o filósofo Nietzsche, “A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo”, o que demonstra uma maior fragilidade dos idosos, que necessitam de uma assistência eficiente, principalmente, com a perspectiva de que seus anos de contribuição serão alongados futuramente.

   O Brasil enfrenta um cenário de tensão diante das propostas de uma necessária Reforma da Previdência. A partir disso, é possível perceber que o resultado das decisões governamentais ainda é incerto, mas que existem medidas que podem ser tomadas, diariamente, pela população, as quais contribuirão para uma menor dependência direta da aposentadoria no futuro. Isso seria concebido a partir de uma conscientização promovida pelo Ministério Educação que garantiria a educação financeira e um pensamento juvenil voltado para o futuro. Com essas medidas, os jovens, desde o início de sua carreira, teriam ciência acerca de sua perspectiva de vida e mais preocupação em guardar seu excedente, além de uma maior imposição, nas discussões governamentais, sobre o futuro da população idosa.

 

  Autora: Luíza Miranda e Silva. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

  Tema: O desafio de se aposentar em um Brasil mais velho.

 


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