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5 de setembro de 2017

O país da receptividade


 

     O Brasil possui em sua formação um histórico de imigrações. Desde 1500, com a vinda da Família Real Portuguesa, houve miscigenações entre diversas etnias. Porém, com o advento da crise mundial e ainda os conflitos no Oriente Médio, o número de indivíduos que pedem refúgio ou asilo cresce cada vez mais. Mas será que é possível auxiliar refugiados sem comprometer a segurança ou a identidade cultural do país?

        Sem dúvida, o Brasil foi e é constituído por imigrantes. A miscigenação índio-portuguesa e os vários processos imigratórios, como japoneses, italianos, chineses e, até mesmo latino-americanos, principalmente, pela industrialização brasileira evidenciam a importância estrangeira na formação do país. Sem imigrantes não haveria população brasileira e sequer mão de obra qualificada para a construção do país. Porém, diante de tantas guerras e da crise mundial, é importante refletir sobre o assunto.

        Populações de países como Paquistão, Síria, Haiti e, até mesmo, a Venezuela vivem situações diárias de vulnerabilidade, como guerras e crises políticas intensas. Seu povo, em busca de melhores condições de vida, busca abrigo em outros países, pois em sua terra natal não há comida, água, remédios ou quaisquer oportunidades de sobrevivência.

        Sobre essa questão, apesar de o Brasil não possuir as melhores qualidades em saúde ou educação e ainda deter mais de 14 milhões de desempregados, em situações de guerra e crise, é importante lembrar que todos merecem ter seus direitos humanos garantidos. Efetivamente, é relevante lembrar ainda que é preciso combater a xenofobia, o medo e a aversão a povos estrangeiros, pois como dito por Nelson Mandela, líder político e ativista sul-africano: “Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos”.

        É possível sim, ajudar os povos refugiados sem comprometer o país, porém é preciso organização e fiscalização. As escolas devem ensinar e incentivar o conhecimento de outras culturas, pois o Brasil é um país de diversas etnias e origens. Além disso, o governo deve continuar a organizar as políticas de imigração, como já feito pelo presidente, que recentemente sancionou a nova Lei da Migração, que endurece conceitos de preconceito e racimo a estrangeiros e dá acesso aos direitos públicos como todo brasileiro. Ainda, é preciso fiscalizar o fluxo de pessoas e seus históricos como cidadãos de seus países de origem, para que não haja radicalismos de proibir a entrada de imigrantes, mas também não haja livre acesso para qualquer indivíduo.

   Autor: Lucas Siqueira Batista. Vestibulando. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.

   Tema: É benéfico para o Brasil receber mais imigrantes diante da crise nacional?

 

 


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