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20 de junho de 2017

Visão Virtual


 

   A Era hipermoderna traz consigo o fascínio pela visibilidade e proximidade entre o âmbito público e a esfera privada. A busca pela sensação de ser uma celebridade é uma constante e leva também aos fantasmas da solidão humana.

  O “smartphone” é indispensável nos dias atuais. Aquele que não se encaixa nos moldes da sociedade contemporânea é visto como uma esponja, um eremita uma pessoa que evita a convivência social. A todo tempo, o ser humano se preocupa em expor seus pensamentos tornando-os públicos e abafando o medo da exposição, por meio da alegria de ser notado, como diria o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

  A vida virtual ultrapassou a vida real. O status do cidadão perante à sociedade contemporânea tornou-se superior, até mesmo, na preocupação com o próximo. Pesquisadores de uma universidade em Berlim afirmaram, em uma entrevista com universitários, que o principal sentimento compartilhado no mundo virtual é a inveja. 30% afirmaram nutrir esse sentimento e 20% afirmaram ficar tristes quando sua ostentação não é notada.

  Desse modo, vê-se que a sociedade das aparências está dominando o mundo contemporâneo. A modernidade está afastando inclusive o núcleo familiar e o mesmo necessita trabalhar para o renascimento dessa integração. A escola juntamente com as famílias precisam também  observar os limites do uso dos eletrônicos, para que enfim, os jovens voltem os olhos não apenas para si mas para o corpo social.

 

  Autora: Carolina Mothé Venancio. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Penso logo existo ou apareço?


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