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5 de setembro de 2017

Vitrine ambulante


       

       Smartphones, tablets, notebooks, carros, cosméticos, roupas, joias e sapatos são tantos produtos que é difícil não ser afetado pelo consumismo exacerbado. As propagandas são veiculadas de forma cada vez mais agressiva e os próprios produtos com seus logotipos gigantes servem de anúncio. Mas será que esse tipo de comportamento é benéfico para os consumidores e para o meio ambiente?

        A Terceira Revolução Industrial foi muito importante para a divulgação e manutenção do hábito consumista. Ocorrida na segunda metade do século XX e também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional, foi por meio desta que o alto conhecimento começou a agregar-se a produtos pequenos, de pouca matéria-prima, porém de alto valor comercial.

        Nessa perspectiva, ao longo das últimas décadas, as propagandas se tornaram cada vez mais convincentes, a fim de criar necessidades de consumo desenfreadas antes inexistentes. Impossível não se alarmar com estratégias de aumento na demanda consumista, como a obsolescência programada, na qual a empresa lança produtos inferiores já dispondo de produtos superiores prontos para vender posteriormente.

        Esse tipo de comportamento é preocupante, já que o “ter” se sobrepõe progressivamente ao “ser”. A mídia tem contribuído muito para esse tipo de conduta, principalmente, por intermédio das redes sociais, que expõem cada vez mais a vaidade, a ostentação e a aparência física como mais importantes que o conhecimento e a inteligência. Além disso, é indispensável salientar que o planeta não dispõe de recursos infinitos, por isso o consumo inapropriado também é desfavorável em vista da super-exploração de matéria-prima e os danos ambientais causados.

        É importante avaliar e analisar que a cultura do consumo é prejudicial à saúde, apesar de comprar, consumir e causar sensação de felicidade pela liberação dos hormônios, dopamina e serotonina, pois o ato de consumir em demasia pode causar tanta dependência quanto o uso de drogas. Contudo, é possível modificar tais hábitos, mas para tal é preciso ação. John Piper, pregador norte-americano, sustenta: “A marca da cultura do consumo é a redução do ser para ter “. Para que seja viável abandonar tais práticas, é necessário que a família ensine, desde cedo, o valor dos produtos e a responsabilidade do ato de comprar. As escolas podem contribuir por meio de gincanas informativas e o governo pode fazer campanhas contra o consumismo exagerado. Além disso, a mídia deve ter cuidado e responsabilidade com o que veicula, para que se possa ter uma sociedade mais consciente e engajada com uma vida sadia.

 

 

Autor: Lucas Siqueira Batista. Vestibulando.Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

   Tema: O sinal dos tempos é o império do consumo?

 


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