A dinâmica do trabalho

Postagem : 2 de junho de 2012

Ter um ofício requer competências singulares. Com o advento do capitalismo financeiro, a dinâmica do trabalho ganhou crescente importância. Por conseguinte, a flexibilidade do profissional, sua capacidade de inovação e o conhecimento em múltiplas áreas exigem muito do trabalhador e da própria sociedade. No entanto, em países emergentes, que deveriam estar preocupados com a modernização da sua nação, permitem que problemáticas arcaicas façam parte do contexto nacional.

É evidente que o atual sistema econômico promove a interdependência dos povos. Porém, a atitude individualista de países desenvolvidos, como a Alemanha, acarreta a falência de várias sociedades da zona do euro. Países conhecidos pela estabilidade, como a Espanha estão com taxas alarmantes de desemprego, podendo ser equiparadas à Grécia, cuja economia entrou em crise devido à má gestão econômica adotada. É importante notar que não só o empregado influencia a economia, mas também as medidas que o governo adota.

Sob esta ótica, vê-se que a presença de práticas medievais, como a servidão em países em desenvolvimento, como o Brasil, não são aceitáveis. Homens que deixam os seus lares em busca de falsas promessas de emprego, que se veem presos a um ciclo de dívidas, trabalhando exaustivamente em condições insalubres, não deveriam existir no país classificado como a sexta economia global. É palpável, então, que para a completa integração no mercado de trabalho global, faz-se necessária a capacitação da mão-de-obra,
qualificando a educação de um modo geral.

Em virtude disso, fica claro que o contexto global exige tanto do empregado quanto do empregador. Estado e povo devem se integrar com atitudes coesas e bem pensadas, abandonando pensamentos imediatistas e individualistas, para que não ocorra o efeito dominó, isto é, levando vários países à falência. Para isso, setores como a educação, não só previniriam atitudes, como a escravização, mas também ajudaria fundamentalmente na expurgação da corrupção e, além de tudo, promoveria a qualificação dos trabalhadores.

Hugo Rodrigues Manhães (17 anos. Vestibulando e pretende cursar Ciências da Computação)