A liderança nacional

Postagem : 7 de setembro de 2012

O poder pode transformar o indivíduo. Isso quer dizer que, aqueles que comandam, podem usar artifícios para favorecer o privado em detrimento do público. Nesse sentido, o Brasil destaca-se, atualmente, no cenário midiático com uma organização criminosa com consequências desconhecidas.

Em verdade, sabe-se que o neologismo mensalão, popularizado pelo deputado federal, Roberto Jefferson, deu ressonância nacional ao escândalo, para se referir a supostas cifras desviadas por deputados para votarem em projetos do Poder Executivo. Em vista disso, Jefferson alegou que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, também recordista em
denúncias, pagava 30 mil reais mensalmente a alguns deputados, para que votassem seguindo a orientação do bloco governista. Cumpre salientar que, apesar de haver evidências de que houve pagamento de propina a parlamentares do governo Lula, o ex-presidente do PT, José Genoino, negou a existência de esquemas de troca de apoio por dinheiro. Portanto, observa-se que o excesso de poder anula a honestidade existente, pondo em jogo a ética.

Por outro lado, vale lembrar que a alienação é quase uma cultura no Brasil. É evidente que mais de 50% da população brasileira têm certeza da impunidade, sem ter em mente os crimes hediondos, no meio político. Vale registrar que, na Grécia Antiga, não houve falhas na corrupção, porque a sociedade grega possuía senso crítico e conhecimento, pelo fato de sempre ter havido investimentos em educação. Observa-se assim, que o conhecimento é uma fonte de domínio.

Tudo indica que, no Brasil, o excesso de autoridade política compromete a ética e o respeito à Constituição Brasileira e à nação. O primeiro passo para solucionar esta questão é investir no conhecimento, para despertar o senso crítico na população, para que seja possível a escolha de novas lideranças e o reconhecimento daquelas que abusam de seu domínio. Como sublinhou Francis Bacon, “Conhecimento é poder”. Por isso, faz-se necessário o investimento desse poder na sociedade.

Filipe Maciel Rodrigues.18 anos. Vestibulando.