A vida pelo capital

Postagem : 7 de dezembro de 2014

O pai do capitalismo, Adam Smith, provavelmente, não imaginou as conseqüências de sua ideologia econômica. Em um mundo hipercapitalista, muitas vezes, o lucro está acima do bem-estar geral, o que acarreta prejuízos, não só para a Terra, mas para o próprio homem.

A intensificação da destruição ambiental tem suas raízes nas revoluções industriais, momento em que a exploração das matérias-primas passa a ocorrer de maneira exacerbada. Porém, apenas após a terceira revolução industrial que ocorreu, no período da Guerra Fria, o homem passou a enxergar as conseqüências da sua busca incessante por capital. Essa destruição do meio ambiente dá-se por queimadas, poluição, desmatamento, dentre outros motivos, movidos pelo espírito consumista do homem moderno.

Já na década de 20, após a Primeira Guerra Mundial, nasce a idéia da obsolescência programada, cujo objetivo é intensificar o consumo e as vendas por meio da diminuição da vida útil dos produtos. Como conseqüência disso, houve um grotesco aumento no volume de lixo. No entanto, o homem, como mais um dos filhos da Terra, sente as conseqüências disso. No Japão, o descarte indevido do lixo eletrônico, que simplesmente é lançado no Pacífico, está causando aumento na acidez oceânica, comprometendo a atividade pesqueira de fundamental importância para o país.

Sabendo disso e diante dessas circunstâncias, países como Brasil e Indonésia, chamados de “assassinos verdes” e Estados Unidos e China, que são os maiores emissores de poluentes devem se unir em prol da mudança. Como já dizia Vinícius de Moraes, “Por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo”. Sendo assim, é inadmissível silenciar-se, pois as conseqüências dos atos humanos estão atingindo o planeta, em toda a sua extensão, o que engloba a si mesmo, colocando em risco a própria existência.

Arthur Pires Lacerda. Vestibulando.

Tema: Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo. (Parte do discurso do chefe das tribos, pele vermelha Suquamish e Duwamish, em Seattle, estado de Washington – 1854).