Afinidade no diagnóstico

Postagem : 20 de outubro de 2020

Na pintura “The Doctor”, do pintor britânico Samuel Luke Fields, é retratada uma grande atenção do médico com o doente, na qual há a epítome dos valores empáticos para uma relação ideal entre o profissional e o paciente. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, pode ser o oposto do que o pintor prega, uma vez que a afeição do doutor com o enfermo, às vezes, apresenta barreiras. Sendo assim, é relevante uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática, como o avanço da tecnologia medicinal e o encurtamento do tempo de consulta.

Primordialmente, é fulcral pontuar que a Revolução Técnico-Científico-Informacional ampliou os avanços tecnológicos no mundo e, consequentemente, possibilitou um progresso técnico na Medicina. Não obstante, provocou um distanciamento no trato entre médico e enfermo. Diante disso, a falta de afinidade nessa relação acarreta um desconforto no paciente, para expressar suas inseguranças e medos, dificultando o tratamento. Nesse contexto, sabe-se que um profissional empático torna o atendimento mais eficaz e positivo para os necessitados.

Ademais, é cabível salientar que com o passar dos anos, o tempo das consultas médicas encurtaram-se, pois alguns profissionais modificaram suas condutas de afeição pelo enfermo e priorizaram o diagnóstico. Há evidências de que a empatia no relacionamento médico-paciente constrói um melhor tratamento e uma carreira médica bem-sucedida. Com muita propriedade, Hipócrates, Pai da Medicina grega, afirma que: “É mais importante conhecer a pessoa que tem a doença do que a doença que a pessoa tem”. Partindo desse pressuposto, a afinidade com o doente deve ser mais visada do que a diagnose.

Portanto, a falta de afeição na relação entre o profissional e o paciente pode representar um bloqueio no tratamento. Posto isso, é substancial que as faculdades de Medicina incluam cursos, para o aprimoramento de habilidades de comunicação, com o intuito de ampliar a afinidade no relacionamento do médico com o necessitado. Sabe-se ainda que, os valores representados na pintura de Fields só serão possíveis com a empatia na Medicina do século XXI.

Autora: Giovana Machado. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Qual é a importância da empatia no relacionamento médico-paciente?