Aluno cidadão

Postagem : 3 de maio de 2014

A educação é a principal ferramenta para a manutenção e a melhoria da sociedade. Entretanto, ela não assume esse caráter no Brasil, devido ao ensino vertical a que está inserido, segundo o sociólogo brasileiro, Paulo Freire. Em verdade, esta situação é ainda consequência das influências pelas quais o país passou.

A vinda dos jesuítas ao Brasil, a partir de 1500, contribuiu para a formação de um pensamento indígena moldado nos interesses e ideias dos colonizadores. Outro caso exemplar foi a Ditadura Militar de 1964 que, com a censura, contribuiu para retardar o desenvolvimento cultural do país, de forma que somente era divulgado, o que convinha ao governo, que evitava a formação do senso crítico da população.

Como resultado desses antecedentes, tem-se a Educação Bancária, na qual o professor deposita um conhecimento passageiro, que logo cai no esquecimento e não é absorvido pelo aluno. Na teoria freireana, o professor se encontra como detentor do saber, estabelecendo uma educação vertical e hierárquica, na qual o aluno é objeto do conhecimento.

Inserindo a educação no contexto político, observa-se que o governo ainda continua moldando a educação da população para se manter no poder, criando uma sociedade acomodada e submissa. Isto se deve ao fato de que a conscientização das pessoas cria senso crítico e capacidade de questionamentos que obviamente ameaçaria o “status quo” dos políticos.

É importante entender que a educação, sem dúvida, é uma forma de intervenção no mundo. Cabe ao governo implantar a Educação Libertadora, definida por Paulo Freire, pois ela melhoraria a capacitação do professor e renovaria o pensamento do aluno, que passaria a enxergar as melhorias de que a sociedade precisa e, dessa forma, poderia passar a agir como um cidadão mais consciente.

Laura Moreira. Vestibulanda.