Ameaças invisíveis.

Postagem : 15 de setembro de 2014

No decorrer da história, os vírus e os demais agentes infecciosos sempre foram fortes ferramentas da seleção natural. A racionalidade humana, porém, propicia formas de conter esses antígenos e de impedir a concretização da teoria darwiniana através da ciência.
O homem, em sua breve história na Terra, já vivenciou grandes pandemias virais, como por exemplo, a Peste Negra e a gripe espanhola. Essa primeira, por exemplo, foi responsável pela morte de aproximadamente um terço da população mundial durante o período da Idade Média. A letalidade dessas doenças foi tão grande que, somadas, elas mataram o mesmo que as duas Grandes Guerras juntas.
Os casos supracitados, porém, são de períodos em que a medicina praticamente inexistia. Somente após meados do século XX, as áreas biomédicas tomaram as configurações atuais. Entretanto, esse desenvolvimento privou-se aos países centrais e emergentes. É possível notar isso, por meio dos impactos gerados pelos recentes surtos da febre hemorrágica ebola na África.
Esse vírus possui um grande poder de contágio, colocando o mundo inteiro em alerta, inclusive no Brasil. Com uma letalidade próxima a 90%, a chegada da doença ao gigante sul-americano poderia trazer resultados catastróficos. Apesar de o governo afirmar que está preparado, as condições da saúde pública mostram o oposto, visto que nem a dengue conseguiu-se debelar.
O carrasco africano possui tal impacto, no continente, principalmente pelas condições sócio-urbanas precárias. Sendo assim, é preciso traçar um caminho diferente, preparando os médicos brasileiros para males semelhantes ao ebola, investindo em saúde pública e infraestrutura. Somente assim, o país estará apto a suportar uma epidemia desse porte.

Arthur Pires Lacerda. Vestibulando.

Tema: O Brasil está preparado para enfrentar o ebola?