Ana Carolina Beliene Maia

Postagem : 6 de outubro de 2014

A presença feminina na política brasileira alcançou um marco notável: duas candidatas mulheres são as mais cotadas a assumir a Presidência. A força demonstrada pelo antigo sexo frágil na sociedade é marcante, mas algo se perdeu nesta ascensão: a delicadeza, logo aquilo que as diferencia dos homens.
O valor da mulher tem ganhado visibilidade na contemporaneidade, mas está presente até nas mais antigas sociedades. Em Esparta, as espartanas tinham, muitas vezes, a autoridade de permitir as ações de seus maridos. Algo muito bem representado no filme “300”, dirigido por Zack Znyder, na épica cena, em que o rei Leônidas pede a sua rainha para matar a mensageira persa.
Voltando à política nacional, vemos algo parecido com mulheres alcançando os mais importantes cargos e, desta forma, comandando homens, porém há um ônus considerável. A sua introdução no perigoso caminho da política acabou por masculinizar a figura feminina, o que iguala os gêneros de forma negativa, em seus defeitos. A graciosidade da mulher seria muito bem-vinda, nos Congressos e Câmaras, mas foi deixada de lado pela sede de poder.
Tornar mulheres, em homens de saia, não parece algo muito positivo. A igualdade de direitos é necessária, para que cada gênero, com suas qualidades, dê as mãos e avance na política e na sociedade brasileira. Mas isto é algo que ainda precisa enfatizar: a experiência deles e a delicadeza delas podem juntos fazer a política nacional evoluir.

Thomaz Patrão de Aquino. Vestibulando.

Tema: Como você interpreta a participação de gênero nas eleições de 2014 para presidência do Brasil?