Antagonismos na juventude

Postagem : 31 de dezembro de 2015

A transitoriedade e as atribulações do mundo juvenil precisa ser uma preocupação de grande parte da sociedade brasileira. É certo que a era tecnológica moderna tem imposto uma alta sobrecarga ao jovem, no entanto, notam-se os diferentes tipos de juventude do século XXI que se mesclam e dão origem a novas necessidades e dependências.

 

É preciso ressaltar que as descobertas que rondam a atualidade enchem o mercado e o setor pós-capitalista de novas tecnologias com alto índice de acessibilidade. É essencial compreender o desespero situacional, entre grande parte dos jovens e adolescentes, pois a pressão social que esses indivíduos recebem é extrema. A concorrência do mercado de trabalho que necessita de mão de obra, cada vez mais qualificada, o estresse dos jovens para fazer vestibular, os hormônios em ebulição e, atrelado a tudo isso, a tentativa de realizar seus sonhos e aproveitar a flor da idade. Estes são fortes motivos que retratam os conflitos da vida juvenil contemporânea.

 

Outro ponto a considerar é o sincretismo entre as gerações. Afinal, o cenário atual é de transição mundial no qual se nega, muitas vezes, o conservadorismo e a modernidade simultaneamente. Essa mistura de comportamentos exige atenção, pois mostra a heterogeneidade social e, como uma projeção dessas mudanças, encontra-se o jovem como espelho dessa sociedade. Além de tudo isso, ainda ocorre alienação e despreocupação na maior parte da juventude nacional com o próprio país. Isto revela um outro grave problema social: o escape da grave crise política e econômica brasileira, por exemplo.

 

Sob essa ótica, vê-se a necessidade de uma atitude social por parte do Estado e de todos os setores da própria sociedade. Afinal, estão sobre o jovem as responsabilidades das próximas gerações. Sendo assim, é preciso educação acessível sem discriminação social que permita a possibilidade de segurança profissional no futuro. A participação familiar também é importante, para a compreensão e para avaliar o peso sobre essa juventude que passa por uma fase crítica de transição. Só assim, será possível a criação de uma sociedade, não só conectada, mas participativa para que os indivíduos possam ser menos tensos e individualistas e mais felizes.

 

 

 

Larissa Rocha. Vestibulanda de 2016. Aluna do curso Centro de Escrita Regina Magalhães

 

Tema: De que maneira os jovens poderão enfrentar os desafios que a vida moderna oferece, realizando seus sonhos e dando continuidade à sociedade com uma gestão cidadã responsável e de qualidade humana?