Assistencialismo oportunista

Postagem : 13 de agosto de 2012

Não é difícil visualizar a nova postura da sociedade brasileira. Diante disso, observa-se veiculado à mídia a fase incandescente da classe média, que está sendo concretizada a partir de ideias reais e oportunistas.

Partindo dessa perspectiva, é válido ressaltar as benfeitorias realizadas no último governo do ex- presidente Lula, que tinha como principal foco a classe média. Observou-se, portanto, durante seus anos de mandato, a criação de inúmeras políticas sociais, como o Bolsa Família, entre outras facilidades que visavam à ascensão da classe C e D. O ex-presidente teve seus objetivos concretizados. A classe média nunca esteve tão em foco como atualmente. Além disso, acrescenta-se a esse fato, o contexto em que o país está inserido: a necessidade de movimentar o comércio interno e anexar, cada vez mais eleitores, uma vez que a classe C e D ocupa a maior parte do eleitorado. No cenário brasileiro, portanto, observa-se a classe média, que até então era colocada, em segundo plano, e agora é a celebridade do momento.

Por outro lado, percebe-se a manipulação midiática frente a todo esse enfoque nas camadas populares. Se por um lado, vê-se o aumento da disponibilidade quanto à acessibilidade, por outro, vê-se a permanência da alienação social. Não há porque negar, portanto, que o assistencialismo da mídia é oportunista e que é de interesse da mesma que não haja desenvolvimento do senso crítico universal, para que os ocupantes do poder não sejam colocados em risco.

Pelo exposto, observa-se que a nova classe média tem atravessado um período de ilusão sutil, por parte da imprensa, que está apenas interessada na busca de consumidores e eleitores. A prioridade governamental deve ser a de fomentar investimentos na saúde e, principalmente, na educação, para que a igualdade social, presente em tese,
possa se concretizar e, enfim, promover uma verdadeira ascensão na sociedade brasileira.

Bárbara Muniz. Vestibulanda. Idade: 16 anos.