Brasil sem voz

Postagem : 5 de setembro de 2016

Há um projeto de lei chamado “Escola sem Partido”, que tem o objetivo de implantar no Brasil um sistema que limita a informação que é passada ao aluno. Censurar o professor, impedindo-o de ajudar a formar opiniões, é algo inaceitável.

Grande parte dos docentes posicionou-se contra a aprovação do projeto, nomeando-o “Lei da Mordaça”. Tentar controlar o que é dito em sala de aula é inadmissível. De certo modo, o propósito da lei pode ser associado à censura imposta por ditaduras. Nos modelos autoritários, as pessoas são impedidas de expor opiniões que sejam contrárias ao governo. Aprovar uma lei que se assemelhe a um regime que proíbe que o povo tenha voz ativa é um retrocesso.

Aqueles que são a favor da lei dizem que a obrigação de educar é dos pais, mas isso não é verdade. A escola tem papel fundamental na formação do caráter da criança, portanto deve ajudá-la a formar opiniões. Educar não significa dizer aos alunos o que já está nos livros. Os professores devem ter a liberdade de mostrar aos estudantes assuntos importantes sobre o Brasil, como a política. É fundamental que cada um tenha a oportunidade de ver o que acontece em seu país e defenda aquilo em que acredita, mas respeitando opiniões distintas.

Desse modo, fica claro perceber que o “Escola sem Partido” não é apropriado para o sistema educacional brasileiro. É importante que as instituições educacionais abram a mente dos alunos e para isso, precisam falar sobre assuntos que gerem debate, como a política. Os estudantes merecem ter uma educação completa e não formar opinião baseando-se naquilo que é visto na mídia. Também é importante que os professores tenham respeito pelos pontos de vista diferentes e que mostrem aos alunos que eles devem saber ouvir  ideias opostas. Uma população com senso crítico é a base para o futuro do Brasil.

 

Autora: Camila Paes Gama. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães

 

Tema: Escola sem Partido: ter ou não ter?