Compaixão ao Próximo

Postagem : 17 de novembro de 2011

Sabe-se que a sobrevivência está ligada às lideranças nacionais. Com isso, entende-se que viver com dignidade é direito de todos mas, acima de tudo, é dever do Estado responsabilizar-se e fiscalizar. Será que o Brasil está doente?
É notório que o Sistema Único de Saúde SUS foi criado pela Constituição Federal de 1988. Com finalidade de alterar a situação de desigualdade na assistência à saúde da população, tornou-se obrigatório o atendimento público a qualquer cidadão. Todavia, existem dificuldades na administração e falta de sentimento e respeito ao próximo.
Outro aspecto que vale ressaltar é na área dos transplantes em que o Brasil se destaca. É válido lembrar que, no passado recente, o número de doadores efetivos era menor, pois havia a cultura do medo, pois, às vezes, era necessário pagar pelo órgão. Existe ainda, como positivo, o projeto “Bolsa Medicamento” para pessoas portadoras de doenças crônicas que têm direito a medicamentos gratuitos. De certa forma, parece não ser muito útil para os mais abastados, mas para quem precisa é um excelente projeto, porém como outro qualquer, exige organização.
Em síntese, cumpre destacar que, no artigo 196 da Constituição, a saúde é direito de todos, mas é dever do governo fazer a gestão e ter consciência dos direitos de cidadania. Com o mundo globalizado, necessitamos estabelecer mecanismos para aprendizado constante dos médicos, com reciclagem pessoal e profissional. Consideramos ser importante ainda, garantir tecnologia, nos ambientes hospitalares e desenvolver a ética profissional, desde as universidades, para capacitar e induzir ao mesmo tempo, a solidariedade e o desejo de aquisição do conhecimento nos profissionais de saúde. Assim, poderá aliar-se a humanização à área da saúde, inclusive, na hora da morte, com comportamentos e atitudes mais solidárias, evitando a frieza e o distanciamento aos pacientes.

Pedro Henrique Allemand Motta. (17 anos – vestibulando – Pretende fazer Medicina)