Consumismo moderado

Postagem : 18 de maio de 2014

Os atores sociais são, cada vez mais, induzidos pela mídia a consumir. Como consequência disso, o indivíduo associa o ato de comprar a um escape para os problemas e para a felicidade plena. É raro encontrar um consumidor consciente, pois a grande maioria não tem a dimensão do prejuízo gerado pelo consumo excessivo.

Em primeiro plano, vale lembrar que a mídia vende sonhos e cria indivíduos consumistas, com um “marketing” feroz voltado para as mais diferentes idades. Por meio desse pensamento, é possível perceber que todo produto e propaganda são estrategicamente planejados para induzir ao consumo. Da mesma maneira, é importante observar que a estrutura e a organização dos “shoppings” são elaboradas para persuadir aos que visitam o local.

Além disso, nota-se que ter produtos de marcas consagradas pode criar a sensação de “status” e de pertencimento a um grupo mais desenvolvido. Juntamente com o produto, adquire-se a ilusão de felicidade. Acrescente-se a isto, os modelos atuais de família que priorizam o consumo. Aos finais de semana, os pais levam as crianças ao “shopping” para comprar, em vez de passear, brincar e passar o tempo com seus filhos.

Em contrapartida, sabe-se que gastar além do essencial traz consequências financeiras e, até mesmo, ambientais. Por outro lado, os bancos oferecem inúmeras facilidades, como empréstimos e cartões de crédito para quem deseja comprar e, como fruto disso, surgem, em grande escala,  os cidadãos endividados. O excesso de produtos, como os eletrônicos, por exemplo, ainda gera lixos sem fim que são depositados no meio ambiente.

Faz-se necessário maior responsabilidade vinda da parte do consumidor. Para isso, a família deve ensinar às crianças que não é preciso ter muito para ser feliz e que o supérfluo pode ser prejudicial. Nas escolas, seria válido que houvesse aulas voltadas para o assunto e que ainda relacionassem o consumismo e a posse de produtos desnecessários aos impactos ambientais.

João Marcos Costa. Vestibulando.