Crítica ao conhecimento

Postagem : 13 de maio de 2016

A cultura no Brasil é realmente deficitária. É preciso lembrar que o conhecimento não foi um destaque no contexto histórico nacional e a estruturação do corpo educativo precisa de uma reformulação para sanar os problemas nacionais da cultura.

As escolas contemporâneas é um reflexo direto da colonização portuguesa e do descaso poliétnico dos jesuítas. Desde esse momento, toda a cultura passou a ser monopolizada e, pela influência cristã católica, houve um alicerce “educacional bancário”, termo cunhado por Paulo Freire, o qual se manifestava na superioridade do educador e na passividade dos educandos como se estes fossem apáticos.

Compreender aquele fator histórico pode ser o início da reestruturação das escolas do país. A nova educação necessita ser entusiasmante. Para tal, é necessário quebrar a estrutura “Prussiana”, termo referente à educação militar rígida, voltada à “decoreba”. Despertar o interesse requer também tornar o ambiente de aula favorável à aprendizagem, isto é, motivar o profissional educador e dar-lhe condições para utilizar as tecnologias contemporâneas.

Edgar Morin, filósofo francês, criou o termo “transdiciplinariedade” para tangenciar a estrutura lógica do ser, isto é, todas as formas de conhecimentos voltadas à formação do indivíduo em interação com o mundo. É pelo entusiasmo na educação que o conhecimento será possível, fato que requer uma plasticidade do ambiente educativo e poderá fazer deste um contexto de conhecimento mais prático e entusiasmante.

Autor: Luann Joviniano Chagas. Vestibulando 2016. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.