Educação libertadora

Postagem : 11 de maio de 2014

O ensino tem poder, pois é uma arma que pode mudar o mundo. Na visão de Paulo Freire, um sociólogo brasileiro, a educação é uma forma de intervenção no mundo para libertar a humanidade.

Vale ressaltar que Paulo Freire faz uma critica à Educação Bancaria e na visão freiriana, esse modelo de ensino parte do pressuposto de que o aluno nada sabe e o professor é detentor do saber, criando-se então uma relação vertical e não horizontal entre o educador e o educando. O mestre, sendo o que possui todo o saber, é o sujeito da aprendizagem, aquele que deposita o conhecimento. O educando, então, é o objeto que recebe o saber. O sistema educacional visto por essa ótica tem como meta a formação de indivíduos acomodados, não questionadores e submetidos à estrutura do poder vigente.

É importante lembrar que o Brasil decepcionou, mais uma vez, no Pisa, uma avaliação internacional que mede diferentes competências de jovens nas salas de aula. Em um “ranking” de 44 países, a nação ficou em 38º lugar. No topo, ficaram países asiáticos, como Cingapura, Coreia do Sul e Japão. De seis níveis de dificuldade, nas perguntas, só um a cada dez brasileiros conseguiu atingir o nível quatro.

Diante desses fatos, percebe-se que o Brasil deve adquirir uma educação Libertadora e não Bancária, pois aprender é um ato de conhecer a realidade. Na visão de Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. As pessoas transformam o mundo”. Sendo assim, é importante que o Brasil invista na capacitação dos professores, para poder formar jovens com senso crítico e melhorar a construção do conhecimento para um país mais democrático e justo.

Gabriela Pessanha. Vestibulanda.