Emoções do isolamento

Postagem : 30 de março de 2020

Nos últimos meses, o mundo tem enfrentado um inimigo comum e invisível: corona vírus. Este organismo com formato de coroa abalou a saúde humana e, por consequência, as atividades cotidianas, obrigando os países a aplicarem medidas de confinamento aos seus cidadãos. Nesse contexto de quarentena, sentimentos de tédio e de frustração surgem, assim como os de empatia e de solidariedade. Além disso, evidencia-se a capacidade de o homem reinventar-se frente às suas necessidades.

Primeiramente, deve-se avaliar o psicológico humano perante essa situação de crise global. O medo do contágio viral alia-se às preocupações econômicas e políticas, resultando no desgaste mental do indivíduo. Neste meio de frustração, é necessário o controle emocional, uma vez que pensamentos negativos podem fazer da quarentena um período ainda mais difícil, incluindo para os familiares que dividem seu abrigo. Além disso, esse quadro pode contribuir para doenças, como a depressão, ansiedade e compulsão alimentar.

Em contrapartida às doenças, é possível capturar os benefícios do isolamento. Como disse o escritor brasileiro, Euclides da Cunha: “Viver é adaptar-se”. Partindo desse ponto, o contexto do isolamento fez com que indivíduos tomassem medidas para manterem suas atividades e, simultaneamente, seguirem orientações dos profissionais de saúde. Exemplos disso é a entrega de produtos em domicílio e as transmissão de conteúdos escolares via internet. Outro ponto aflorado pela epidemia foi o de solidariedade, sobretudo, com os idosos. Neste sentido, muitas pessoas mais jovens preocupam-se com a contribuição com aqueles que estão na área de risco do contágio do corona vírus, como a ida a locais públicos para comprar alimento ou remédios.

Portanto, o emocional humano deve procurar um equilíbrio entre as preocupações e a positividade, de forma a zelar pela saúde física e mental. Para isso, buscar formas de adaptar a rotina ao ambiente domiciliar, como praticar exercícios e trabalhar em casa pode ser uma forma de fuga ao tédio. Além disso, atitudes solidárias podem agir contra a solidão e trazer satisfação, tanto para quem pratica quanto para quem recebe a ação. Outro recurso válido são as plataformas virtuais de estudo, os cursos e atividades relacionadas ao lazeres coletivos e distanciados. Sendo assim, ficar em casa pode ser, não somente uma prevenção, mas também uma oportunidade de reinvenção e de descoberta de empatia, em que todos poderão ampliar sua visão sobre a própria vida e o mundo.

 

Autora: Victória Machado Calil. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: Os efeitos da quarentena com a chegada do coronavírus no Brasil