Ensino presencial e telensino

Postagem : 26 de maio de 2020

O termo “tele” vem do grego e se refere a algo a distância. No atual mundo globalizado, o “tele” é quase onipresente: televisão, telegrama, telefone que de fixo passou a ser telemóvel e o telensino, fundamental no presente cenário global. Todavia, o ensino a distância vem encontrando obstáculos no Brasil, seja pela desigualdade social ou pela falta de infraestrutura.

Primeiramente, vale ressaltar que o telensino não é algo novo, visto que surgiu em 1728, em Boston, por meio de um curso de taquigrafia via correspondência. Com o passar do tempo, o advento das tecnologias possibilitou a modernização da educação e introduziu os telecursos via internet. A atual pandemia do Covid-19 demandou o uso do ensino a distância em larga escala, uma vez que o isolamento social fez-se necessário para evitar a propagação do vírus. Em contrapartida, cerca de 25% dos brasileiros não possuem acesso à internet e várias escolas públicas não têm condições de promoverem teleaulas, tornando a desigualdade mais evidente.

Em segundo plano, é fato que não há a infraestrutura necessária para as aulas a distância serem tão eficientes quanto às presenciais. Existem sim, docentes e discentes capacitados para usufruírem das tecnologias e extraírem o potencial máximo, mas é minoria. Na maior parte desse plano, na realidade, encontram-se professores e alunos que sabem o básico sobre os mecanismos tecnológicos. Para o economista britânico, Willian A. Lewis: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Nesse sentido, nota-se que há falta de investimento nos profissionais e nas instituições de ensino, impedindo um retorno de alta qualidade. O emissor de tal mensagem era britânico, mas este fato é uma realidade universal.

Diante desses fatos, fica claro que medidas devem ser tomadas para amenizarem os impactos da pandemia e aprimorarem a estrutura educacional no país. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal devem ampliar a quantidade de alunos e professores com acesso ao ciberespaço. Isso pode ocorrer, por exemplo, com a implantação de pontos de wi-fi para o acesso daqueles que não o têm. Ademais, cursos preparatórios e aulas de informática deve ser uma realidade para os lecionadores e lecionandos. Nesse viés, espera-se que o telensino e o ensino presencial possuam menos entraves e que o retorno da educação previsto por Lewis ocorra de forma sublime.

Autor: Bruno Dias. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Modelo de ensino on-line no Brasil, um desafio para professores e alunos.