Equidade entre os gêneros

Postagem : 12 de julho de 2012

É a própria sociedade que atua nos comportamentos humanos. Partindo desse pressuposto, observa-se que atualmente a mulher possui mais espaço para manifestar suas opiniões e emoções, devido ao progresso na ciência e, posteriormente, sua inserção no mercado de trabalho. No entanto, ainda existem comunidades em que o sexo feminino é visto como inferior.

É válido lembrar que, no Romantismo, com maior ênfase na segunda fase, os poemas descreviam a mulher idealizada e pura. Entretanto, o que se percebe, nos dias atuais, é a desmitificação dessa imagem feminina, já percebida, no romance modernista, de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela. Vale ressaltar ainda, que a personagem Gabriela personifica as transformações de uma sociedade patriarcal e autoritária. Outro importante fator, diz respeito à invenção da pílula anticoncepcional, na década de 1960, que facilitou a independência da mulher e, consequentemente, seu crescimento profissional. Nessa abordagem, nota-se que o período histórico e a mudança nos valores e comportamento da sociedade estão diretamente relacionados à elevação ou submissão do gênero feminino.

Atualmente, percebe-se que as mulheres têm ganhado grande destaque no cenário internacional e também nacional. Um bom exemplo disso concerne ao fato de que pela primeira vez, uma mulher, Christine Lagarde, assumiu a presidência do Fundo Monetário Internacional. Em contrapartida, vê-se que nem todas as sociedades foram
capazes de extinguir a mentalidade arcaica e arraigada de machismos, como é o caso dos países árabes. Em verdade, nesses lugares, os direitos de liberdade da mulher não são aceitos e o homem é o único que possui amplos poderes mediante à sociedade. Ainda merece atenção, o fato de que na Arábia Saudita as mulheres lutam até hoje pelo direito de poder dirigir e votar. Diante dessas análises, observa-se que a ideia da submissão feminina ainda permeia muitas sociedades.

Em virtude dessas considerações, entende-se que é imprescindível que ocorra mais equilíbrio nas relações de gênero e que haja respeito às mulheres no mercado de trabalho. A prioridade deve ser que não existam confrontos e disputas entre homens e mulheres e é importante ainda, reconhecer que a mulher não queira se tornar superior ao sexo oposto. Conforme consta, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Artigo II: ‘‘Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, logo é preciso que a sociedade dissemine o pensamento de mais equidade entre os sexos.

 

Maria Carolina de Souza Toledo Paes.  17 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio.