Equilíbrio e aceitação

Postagem : 19 de setembro de 2012

Os relacionamentos familiares realmente mudaram com o passar dos tempos. No século XIX, a estrutura familiar mostrava-se bem diferente da que conhecemos atualmente. É de fácil entendimento perceber que tal mudança foi motivada por diversos fatores e um deles é o caráter liberal da sociedade ultramoderna.

Durante o período do Romantismo, na literatura brasileira os poetas, em geral, faziam a vassalagem amorosa, isto é, reverenciavam a mulher amada. Entretanto, nessa época, na realidade, a mulher era submissa ao homem. Sabe-se ainda que o papel da figura feminina era cuidar dos filhos e executar as tarefas domésticas. Devido a essa escala hierárquica, as relações de gênero nem sempre foram respeitadas. Vale lembrar também que os casamentos eram mais duradouros, devido aos tabus que rodeavam as pessoas divorciadas na época. Porém, as famílias foram mudando ao longo dos anos.

Por causa do descobrimento da pílula anticoncepcional, na década de 70, a mulher aos poucos, foi inserida no mercado de trabalho, gerando uma transformação no perfil familiar. Deve-se levar em consideração ainda, os ideais liberais e democráticos de parte da população. Tais pensamentos deram origem à união homossexual, amigos que moram juntos, casais sem filhos e outras diversas estruturas afetivas. Diante desses pressupostos, nota-se uma drástica mudança no cenário do lar brasileiro.

Não há dúvida de que o perfil e os relacionamentos da família transformaram-se ao longo das décadas. Seria positivo que, para uma maior evolução, houvesse equilíbrio e aceitação, tanto no âmbito familiar, como por parte do público. O essencial é reconhecer que, além dos valores já citados, a lealdade é o que torna o núcleo afetivo verdadeiro. Caso contrário, as uniões correm o risco de desfazerem-se, transformando o futuro da família, em mais um plano de compromisso, que sairá do papel.

César La-Cava Gonçalves BernardIdade: 19 anos. Vestibulando. Pretende cursar: Engenharia Civil.