Espírito Familiar

Postagem : 22 de setembro de 2012

No mundo contemporâneo, a base familiar vem sofrendo mudanças. É visível que a medicina atuou intensamente nesse aspecto, mas é importante observar com atenção essa nova postura dos cidadãos.

É de grande destaque que a invenção da pílula anticoncepcional, no século XX, trouxe permissões e novas possibilidades ao gênero feminino. Esse medicamento colaborou para que a mulher controlasse seu desejo de ter ou não filhos, podendo assim, dedicar-se, não somente ao lar, mas também, podendo ter um trabalho fora de casa. É importante explicitar ainda, que o gênero feminino ganha, cada vez mais, destaque no mercado de trabalho, pois põe em prática, ao exercitar seu emprego, a flexibilidade adquirida, ao longo do tempo, no decorrer do trabalho doméstico. Isso mostra que a estrutura familiar não possui, obrigatoriamente, a mãe como única e exclusivamente dona de casa.

Por outro lado, vê-se com clareza, a “modernidade líquida”, estudada pelo escritor Zygmunt Bauman. Esse termo indica uma mudança nos valores e nas relações da sociedade. A partir disso, novos relacionamentos surgiram e as pessoas se tornaram mais abertas a novas experiências, buscando o seu bem estar e não a submissão e as relações eternas do passado. É visível que hoje as famílias possuem um perfil mais flexível, como a união entre os homossexuais. Acrescente-se a isso, a maior aderência das pessoas a relacionamentos menos duradouros, em que rompimentos e divórcios se generalizam na sociedade.

Esses aspectos mostram a presença de perfis mais maleáveis na sociedade brasileira atual. Porém, não se devem esquecer dos valores, como a ética e o companheirismo nessa nova postura. É hora de pensar no respeito às diferenças de gêneros. Além disso, é importante também, ser sensível ao perceber que o perfil da sociedade atual não é o mesmo de anos atrás. Dessa forma, o espírito familiar não irá se perder só por sem ser bem diferente do passado.

Maitê de Souza Pereira -. Pretende curar Medicina/ Arquitetura e Urbanismo