Extinção do racismo

Postagem : 18 de setembro de 2014

Mesmo o Brasil sendo o último país, na América, a abolir a escravidão, os traços do racismo perpetuam-se até os dias de hoje. São muitos os países que ainda presenciam essa falsa superioridade, gerando certa discriminação presente ao longo da vida da pessoa.
O preconceito racial está presente em diversas áreas e o futebol é uma delas. Recentemente, ocorreu o caso de uma parte da torcida do Grêmio, que insultou o goleiro do time rival, baseando na cor de sua pele. Este fato percorreu diversas mídias e foi mais um caso de preconceito no futebol nesse ano.
A injúria racial está no Código Penal e prevê pena de prisão e é inafiançável. Esta citação está presente no Artigo 5°, inciso XLII da Constituição Federal de 1988. Por outro lado, os Estados Unidos enfrentam um momento bastante conturbado em relação à igualdade racial. No passado, Martin Luther King, pastor americano, que participou significativamente da luta pelos direitos dos negros, almejava um mundo, onde seus filhos fossem tratados da mesma maneira das crianças brancas, não sendo julgados pela cor da pele e sim, pelo conteúdo de seu caráter. Esse posicionamento é advertido em seu discurso conhecido, pelas palavras: “Eu tenho um sonho”.
Devido à essa sequência de fatos históricos e atuais, a sociedade mundial deve extinguir o tratamento diferenciado, baseado na cor da pele. As pessoas são como livros, não devem ser julgadas pela capa. No Brasil, um bom ponto de partida para a busca da inclusão social, é alterando a educação, desde o início da vida, nas escolas, onde a apresentação desse tema deve ser levado a sério. Assim, a formação de um indivíduo justo na sociedade fará a diferença e, com a expansão desse modelo, estará cada vez mais perto de uma sociedade não racista.

Pedro Augusto Muylaert Reis Pessanha. Vestibulando.