Fantasia facial

Postagem : 17 de outubro de 2013

As máscaras são utilizadas com os fins mais distintos de acordo com a cultura e a religiosidade do povo que as adotam. O adereço está sendo utilizado nas manifestações no Brasil e torna quem o utiliza, segundo a Justiça, um suspeito, autorizando a identificação criminal deste indivíduo.

É importante mencionar que as fantasias faciais desempenham, em muitas civilizações, um papel espiritual, como instrumentos principais, em rituais sagrados. Sabe-se que os gregos foram os pioneiros no uso das máscaras e instituíram o clássico: tragédia e comédia, como o principal “slogan” da dramaturgia.

As máscaras são comumente utilizadas nas atuais manifestações públicas, no intuito de representar as intenções dos participantes. Inquestionavelmente, evidenciam fortemente o posicionamento destes em relação a uma situação em que estão
vivendo. Partindo deste pressuposto, pode-se destacar a clássica máscara do filme “V de Vingança” inspirada em Guy Fawkes, utilizada, em protestos, contra a ganância coorporativa, realizados em todo mundo e, atualmente, em protestos no Brasil.

Vale lembrar que a CEIV, Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, teve uma solicitação atendida: a proposta do governador do Rio, Sérgio Cabral, que faz por meio desta, uma tentativa de resolução, por métodos simples e imediatos: a prisão dos envolvidos. Por outro lado, não solucionou, efetivamente, devido à deficiência no que diz respeito à democracia e à pacificidade, pois direciona unicamente a restrição ao campo das manifestações.

Em última análise, pode-se compreender a grande insegurança, tanto da sociedade, quanto dos governantes, devido a remotas deficiências incorporadas por diferentes falhas do regime. A exemplo de tal proposição, é notável a ocorrência da corrupção e da falta de pacificação da população, que responde às insatisfações com vandalismo. É importante salientar que a Constituição garante, em seu 5º Artigo, o direito à manifestação, porém veda o anonimato. É necessário que aqueles que proíbem o uso de máscaras não se afugentem também, atrás das mesmas, em momentos de votação, por meio de votos secretos.

Leonardo Abreu Cordeiro Nunes. Vestibulando. Pretende cursar Medicina.