Ferida aberta

Postagem : 18 de junho de 2020

Nestes duros tempos, vem acontecendo fatos que estão surpreendendo e apavorando o mundo. Além da pandemia pelo covid-19, manifestações contra o racismo pararam o mundo. O preconceito racial sempre foi presente, mas em pleno século 21, situações absurdas continuam acontecendo. Quantas pessoas vão ser agredidas ou mortas? Até que ponto o mundo vai chegar?

Em 1888, a Lei Áurea aboliu a escravidão no Brasil. Foi um marco muito importante para os negros, mas os preconceitos, infelizmente, não pararam. Há poucos dias, o estadunidense, Georg Floyd foi morto por um policial por ser negro. A filha do Floyd, em uma das manifestações deixou uma mensagem para todos: “O papai mudou o mundo”! E ela não está errada. Não só nas ruas de várias partes do mundo fizeram manifestações, mas também nas redes sociais. A hashtag “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) ganhou poder mundialmente.

A frase dita pelo cantor Bob Marley, “Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos, haverá guerra”, o que representa, perfeitamente, a situação dos racistas na sociedade. Este preconceito é visto nas ruas, nas escolas, nos trabalhos e, até mesmo, nas redes sociais . Segundo o IBGE, 51% da população do Brasil é negra e a outra metade tem o dobro de oportunidade. Um país com ampla cultura e diversidade, não deveria deixar isso ocorrer.

Mediante ao exposto, nota-se que mesmo com todo o avanço do mundo, o preconceito com o negro ainda é muito presente. A principal medida é conscientizar as crianças, tanto em casa, como na escola, para que elas façam a diferença no futuro. Além disso, a conscientização da população também é importante. Existe uma frase dita por Adriana Chiari que diz: “Respeito não tem cor, tem consciência”. Outra medida, é a criação de culturas de afeto, com a arte, literatura, cinema e teatro que se oponham ao racismo. Desse jeito, será possível superar e confrontar uma ferida social aberta que ainda marca os países.

Autora: Bianca Sampaio Carvalho dos Santos. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Vidas negras importam.