Ferramenta neutra

Postagem : 29 de setembro de 2018

Os celulares são ferramentas de estudo tanto quanto de entretenimento. As crianças, em geral, não sabem mais o que é brincar, pois estão sempre com uma tela separando-as do lazer. Em verdade, a proibição dos telefones móveis é efetiva, mas não deixa ao mesmo tempo de ser drástica.

Os “smartphones” estão cada vez mais onipresentes entre os jovens. No Brasil, eles podem em algumas instituições serem usados durante as aulas para atividades pedagógicas. Sabe-se que apesar de ter um alto poder de atração para o lazer, esses aparelhos eletrônicos podem ser extremamente úteis no momento de estudo.

Por outro lado, o celular é uma fonte interminável de distração, podendo causar dependência emocional. As crianças da atual era tecnológica jamais terão a mesma infância de seus pais. Ao passarem a maior parte do tempo vendo outras pessoas brincando na internet, elas dificilmente vão conhecer a emoção de um joelho ralado.

Observando um outro cenário, no próximo mês, a França irá pôr em prática a proibição dos telefones móveis nas instituições de ensino. Os dados do estudo da London School of Economics apontam uma melhora de 6,4% nos resultados dos alunos cujos “smartphones” foram confiscados. Já em Nova York, a proclamação foi revogada, após a reclamação dos pais, pois não conseguiriam ter mais contato com seus filhos.

Sob esta ótica, pode-se concluir que a proibição do uso desses aparelhos funciona de acordo com o estudo realizado em Londres. Ao mesmo tempo, tal atitude pode ser exagerada e causar desagrado como aconteceu em Nova York. Impedir o uso é mais fácil do que dar limites, mas seria mais inteligente implementar regras e discuti-las com os menores, até porque o celular é uma ótima forma de pesquisa pedagógica.

 

Autora: Bárbara Galiaço Iack. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: A proibição do celular nas escolas é uma proteção pedagógica?