Fundamento e não fundamentalismo

Postagem : 23 de agosto de 2016

O ato terrorista é um fenômeno de apelo de causa extremista. Não é de se estranhar os ambientes escolhidos para ação: são locais de aglomeração e com padrão específico para ser cosmopolita. Por essa razão, há fundamento para suspeitar de um ataque terrorista no Brasil, durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Em primeira análise, é necessário ressaltar a “fluidez”, termo dos sociólogos pós-modernos, da informação. Os movimentos Jihadistas valem-se cada vez mais da “guerra líquida”. Em verdade, é dessa fragmentação do espaço-tempo em ciberespaço, que se fundamentam os movimentos da Polícia Federal Brasileira em monitorar mais de cem indivíduos simpatizantes, “batizados online”, como Estado Islâmico (I.S.I.S).

Em segunda análise, o país sediará federações como Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. Embora o Brasil apresente-se internacionalmente como um país pacífico, há esportistas alvos tangentes à historia neocolonial do Oriente Médio. Além disso, ressalta-se o ataque a esportistas de Israel, nas Olimpíadas de 1972, em Munique.

Por essa via, percebe-se que a atenção ao Rio de Janeiro é necessária em âmbitos tático-militares. Cabe lembrar que em 2016, em junho, houve ataque a uma boate em Orlando. O mais alarmante disso é que o país atacado é a maior potência mundial e possui a melhor segurança.

A gravidade do tema é muitas vezes exagerada, quando se colocam fundamentalismos religiosos. Por meio desses atos, é possível observar que a atenção mundial voltar-se-á para o Brasil. Cabe ao Governo Federal intervir coercitivamente sobre os “lobos solitários” do I.S.I.S, que podem ser de qualquer etnia.

 

Autor: Luann Chagas. Vestibulando 2016. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães

Tema: A possibilidade de um ataque terrorista no Brasil durante as Olimpíadas é uma suspeita exagerada ou há fundamentos?