Granham Bell usaria o Twitter?

Postagem : 7 de fevereiro de 2011

O que diria Granhan Bell ao Stone sobre a cibervida do século XXI? O cotidiano da sociedade contemporânea é mediado eletronicamente pelos consumidores ocupados com o compartilhamento de seus interesses imediatos, nas redes sociais, incluindo o celular, aparelho que antes, apenas transmitia a voz humana. As idéias de longo prazo são desprezadas e a troca permanente de conteúdos não se limita apenas à exposição pessoal, mas de uma grande audiência sedenta de profissionais e empresas que interagem negócios no mundo virtual.

Com a intenção de unir notas musicais, à distância, os experimentos iniciais de Alexandre Granhan Bell, em 1873, abriram caminhos para a transmissão de voz, ou seja, a criação batizada por “telefone”. Passados poucos séculos, esta invenção transformou-se, em um pequeno acessório de bolso, com possibilidades de conexão interativa e poder ilimitado de massificação. O impulso pela confissão pública oral e virtual veio ao encontro da filosofia do Twitter, restrito a 140 caracteres e elaborado pelo americano Christopher Isaac Stone, em 2007, em parceria, com os amigos Jack Dorsey e Evan Williams.

Vale sublinhar que a reviravolta do celular, aliada ao Twitter é celebrada pelos seguidores dessas ferramentas virtuais, como local de pesquisas do segmento editorial, que inspiram quase, obrigatoriamente, as instituições jornalísticas, além de produtores de cultura, pesquisa e comportamentos de cidadania. Na sociedade líquido-moderna, expressão do livro “Vida para consumo” de Zygmunt Bauman, onde explica os comportamentos sociais do mundo contemporâneo, vê-se a importância da velocidade e da aceleração ilimitada que não permitem olhar a lentidão do passado. O imediatismo e a parceria do Twitter com o celular, além de serem instrumentos de comunicação, aproximam pessoas, partilham instantaneamente o cotidiano dos seguidores com mobilidade, conforto e liberdade.

Granham Bell, você ousaria Twittar?

Regina C. S. B. Magalhães

Doutoranda em Engenharia da Informação – UPSAM – Madri

Mestre em Jornalismo- UFRJ

Professora de Língua Portuguesa