Harmonia (In)existente

Postagem : 15 de outubro de 2011

Nos dias atuais, nitidamente, a convivência é global. As nações não são mais isoladas como no século passado. Isso demonstra que elas vivem permanentemente em comunhão global, com intercâmbios, conseqüência, progressos e regressos que, há poucas décadas, eram inimagináveis.
Pode-se considerar atualmente que a China é um dos maiores fenômenos econômicos já conhecidos, contudo, pode-se perceber também que caminha para uma das mais severas crises. Com sua política do filho único, instituída em 1979, a população chinesa está envelhecendo, vendo seus jovens migrando para outros países, em que poderão constituir família e serem bem remunerados. Vale a pena evidenciar ainda, os Estados Unidos, a maior potência econômica contemporânea, que sucumbe, em meio a crises, acarretadas pelo excessivo financiamento bélico, ao longo dos últimos anos e o atual impasse político vivido pelo presidente Barack Obama e a oposição dos partidos políticos. Evidencia-se assim, a falta de gestão nesses países centrais, com governantes que não souberam conviver com responsabilidades tanto sociais, quanto políticas.
É importante enfatizar ainda a situação vivida pelos países europeus. Alguns como a Grécia, Itália e Espanha encontram-se hoje perdendo o bem estar social, com grande número de desempregados e altíssimas dívidas externas. Os mais abastados foram privilegiados, mantendo seu dinheiro, enquanto a outra parcela da população não recebe mais os investimentos necessários para sobrevivência, ocasionando a grave crise atual. Assim, observa-se que esses países, além de tantos outros da Europa, não conseguiram conviver harmonicamente na zona do euro e isso demonstra que faltou visão para administrar a vida econômica daqueles que eram modelo de crescimento sustentável.
Em decorrência desses fatos, é interessante salientar que a precária e, algumas vezes inexistente convivência entre os diversos países, propicia uma situação de turbulência econômica e social. Como o Brasil fez nos últimos 10 anos a gestão econômica visando às moradias, às Escolas Técnicas, ao emprego, à preocupação com a violência, e, visivelmente a ascensão da classe C ao consumo interno e à exportação de seus produtos podem ser estratégias para diminuir tantas crises econômicas globais. Apesar da corrupção, o governo brasileiro mostra-se eficiente em sua relação com o capital e preocupação com a maior harmonia de sua sociedade, assim motivando tanto interesse internacional.

Sofia Forestieri da Gama Rodrigues. 18 anos. Cursa matemática na UENF. Vestibulanda para Engenharia do Petróleo. Gosta de estudar, viajar, ler livros de suspense, aventura e ouvir música. Hobby: cozinhar doces.