Hipocrisia nas relações sociais

Postagem : 15 de abril de 2011

Parece que todos estão juntos, nesta atual vida moderna, em alta velocidade, unindo-se pela voz, tato e visão. O planeta Terra interconectado com os acessórios de bolso, as telas luminosas portáteis e a comunicação em tempo real torna visível a nova era da rede da teia, da união e da interrelação.Mas o incrível acontece. No entorno da corrida midiática, comete-se preconceito ao vivo e em cores: a discriminação na tela. Um parlamentar, representante do povo, descumpre a Constituição, assumindo-se como pai responsável, que sabe ensinar os filhos a não se aproximar de negros, como a Preta Gil, filha do ex-ministro da Cultura. “Preta, não!”Lá do outro lado do Oceano Atlântico, Neymar, aquele jogador de futebol arisco, matreiro, que se joga no chão, pedindo falta ao juiz, mas que levanta a torcida, com os gols fantásticos, estreou na Inglaterra. Povo culto, com reis, rainhas, príncipes e princesas, tradição de coroas e figurinos reais. Mas recebeu da torcida adversária uma banana no campo. Discriminação no esporte em um país com tradição cultural.E lá no alto, no norte da América, o polêmico pastor, Terry Jones, que queimou o Alcorão? Insuflou a rebeldia, conflitos sociais, com pelo menos, nove pessoas mortas e mais de 70 feridos no segundo dia consecutivo de protestos no Afeganistão. A hipocrisia das relações sociais é exposta aqui e ali e agora com apelos na mídia. Uma das bases fundamentais dos direitos humanos é o princípio de que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Se o mundo se mostra globalizado, pela comunicação virtual, é importante perseguir, concomitantemente, o sentido ético, fraterno e respeito às diferenças individuais.