Horizontalidade nas gerações

Postagem : 11 de abril de 2020

A formação de um indivíduo tem como essência o meio familiar e escolar. É possível compreender essa ideia, a partir do pensamento do filósofo John Locke, que defendia o comportamento do homem como reflexo do seu meio social. Logo, com o passar do tempo, pode-se dizer que, uma vez que os contextos sociais se alteram, as pessoas também mudam. Assim, faz-se necessária a adaptação dos educadores, tanto domiciliares quanto das instituições educativas às diferentes formas de pensar dos indivíduos mais jovens.

Primeiramente, é válido compreender as mudanças de realidades entre as gerações. Um exemplo disso está no uso das tecnologias, em que é notória a intensificação dessa prática com o passar dos tempos. Compreende-se isso ao analisar as segmentações entre as chamadas gerações X (1965-1981), Y (1982-1994) e Z (1997-2010), até chegar a mais recente, a geração Alpha. Nesta época, inserem-se os nascidos a partir de 2010, os considerados mais rodeados pelas inteligências artificiais. Portanto, a atualização das metodologias e diálogos com as crianças e jovens da atualidade é crucial para a formação individual, correspondente a cada época, objetivando a comunicação horizontal entre os educadores e os aprendizes.

Vale lembrar também que o contato direto não deve ser apenas entre quem transmite e quem recebe o conhecimento, mas também entre as duas partes educativas: a escola e a família. Ao retomar à Idade Média, tem-se o exemplo da associação entre os nobres e a Igreja na formação do indivíduo. Nessa época, a instituição católica atuava na educação, através dos mosteiros, que podem ser considerados o princípio das atuais universidades, já que exerciam grande influência social. Sendo assim, é possível dizer que havia certa coesão entre os pensamentos dentro e fora dos locais de ensino, o que facilitava a propagação das ideias. Dessa forma, entende-se que a comunicação entre os pais e professores, por exemplo, é essencial para a busca de um consenso entre os principais pontos a serem trabalhados com cada pessoa.

Sob essa ótica, menciona-se o escritor brasileiro Euclides Cunha, que diz: “Viver é adaptar-se”. Perante a isso e retomando a ideia de Locke, sobre o homem ser reflexo do meio social, a atualização das técnicas de ensino é essencial para a comunicação horizontal entre educadores e aprendizes. Para isso, são relevantes os diálogos entre os indivíduos, a fim de criar consensos e alternativas que beneficiem ambos os lados do processo educativo. Além disso, visando às inovações correspondentes às gerações, é positiva a inserção de atividades atrativas aos mais jovens, sobretudo com trabalhos envolvendo tecnologias. Logo, faz-se necessário propor um quadro de exercícios de coesão, entre as pessoas criadas em realidades temporais distintas. Assim, poderá ocorrer a superação dos desafios da família e da escola na formação dos futuros adultos.

 

Autora:Victoria Machado Calil. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Desafios da família e da escola no século XXI. Bancária