Ilhas sociais

Postagem : 15 de outubro de 2011

A convivência hoje é global. Os países não são isolados como no passado. Em verdade, as nações vivem, em um intercâmbio de conseqüências, que podem ser fatais à gestão socioeconômica globalizada, mas por outro lado, podem também levar ao progresso.
Seguindo essa linha de raciocínio, é bom relembrar o que acontece com a China. Um país tão rico que ascendeu, nas últimas décadas no setor econômico, mas ainda em pleno século XXI, é o retrato do atraso no ponto de vista político. Uma nação que carrega a característica de inteligência foi infeliz ao não planejar a falta de mão-de-obra, que poderia vir com o desenvolvimento econômico. Em verdade, a causa disso foi a política do filho único, que permitia às famílias chinesas a só terem um filho. O foco maior há poucas décadas, foi crescer e investir, mas não manter a economia com evidência no futuro social.
Por outro lado, podem-se ver também os Estados Unidos que não souberam investir na paz, pois o país gastou demais com armamento bélico com o objetivo de mostrar poder. Com isso, faltou maior comprometimento com a gorvernança para uma sociedade pacífica. Atualmente, há outros problemas internos: o presidente Barack Obama propõe projetos econômicos, com a finalidade de minorar as dificuldades econômicas, porém a oposição política não concorda. Em linhas gerais, os norte-americanos evidenciam dificuldades de se estabelecerem com uma convivência comum local e global.
Convém não esquecer também os desencontros sociais, diante da grave crise econômica que os países integrantes dos PIIGS, isto é, Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha passam. O grande motivo é a ganância da minoria em enriquecer e não investir no que faria o desenvolvimento, a qualificação e as oportunidades de empregos na zona do euro. Por tudo isso, os países que eram centrais e potenciais, hoje veem-se em declínio e com o convívio social fragilizado, que só ajuda a agravar a crise de suas comunidades.
Em última análise, entende-se que faz necessário o comprometimento com a arte da convivência. Se o Brasil, apesar de seus problemas, mostra um exemplo de modelo de crescimento econômico, pode ser imitado para a gestão econômica de outros países que buscam soluções para suas crises. A grande dificuldade planetária é fazer a interação entre as nações e planejamento de suas economias. Por isso, precisam se unir com mais sentimento responsável, afastarem-se do individualismo, da ganância pelo poder e não sobreviverem como ilhas sociais.

Marcelle Lizandro (vestibulanda, pretende
cursar Medicina – 18 anos)