Ingratidão ecológica

Postagem : 17 de abril de 2020

O termo ecologia foi criado no século XIX  pelo biólogo alemão, Ernst Haeckel que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente. A “Mãe Natureza” sempre cuidou bem de seus “filhos”, provendo-lhes o abrigo, o alimento e a própria vida. Entretanto, o ser humano mostra-se, dia após dia, como um ser ingrato, destruindo a natureza e, consequentemente, a si mesmo, por meio do advento de doenças, pandemias e desequilíbrios ecológicos. Tal calamidade tem se agravado, devido à ganância humana, ou mesmo, ao descaso com o meio ambiente.

Primeiramente, vale ressaltar que o homem obtém seu sustento por meio da natureza há muito tempo. As civilizações da Mesopotâmia, por exemplo, eram conhecidas por serem sociedades hidráulicas, ou seja, estavam intimamente ligadas aos corpos d’água próximos de suas cidades. Todavia, o homem contemporâneo possui uma ótica capitalista que justifica a agressão ao meio ambiente em prol de seu lucro. Consoante ao pensamento do filósofo ateniense, Sócrates: “É mais rico aquele que se contenta com pouco, pois satisfação é a riqueza da natureza”. Nesse sentido, o homem deveria buscar o necessário para a sobrevivência, preservando o ambiente, a humanidade e seus valores morais.

Em segundo plano, é fato que há uma negligência com o ecossistema. O fato de os Estados Unidos não assinarem o “Protocolo de Kyoto”, que é um tratado para a redução da emissão de gases contribuintes, para o agravamento do efeito estufa, comprova isto. A potência mundial priorizou seu lucro ao meio ambiente, destruindo-o e poluindo-o. De acordo com o filósofo espanhol, José Ortega y Gasset: “Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, não me preservo”. Nessa perspectiva, ao tomarem decisões egoístas, avarentas e ingratas para com a natureza, os governos e as populações cometem um suicídio em massa. Outrossim, os animais também são afetados por essas ações antrópicas, perdendo seu habitat, podendo gerar pandemias e enfermidades em seres humanos e correndo risco de entrar em extinção.

Diante desses fatos, é inegável a necessidade de mudança de atitude da população. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Governo Federal devem elaborar medidas que visem mudar o pensamento da população e suas ações de ingratidão para com a natureza. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o enrijecimento de leis já existentes e a criação de novas que penalizem o indivíduo que agride o meio ambiente. Ademais, o governo poderia exibir comunicados, em emissoras de televisão, em horário nobre, que informem à população sobre o grave estado da “Mãe Natureza” e a urgência de sua preservação. Nesse panorama, espera-se o bom senso da população e a sua mobilização com a causa, indo ao encontro do pensamento de Sócrates e desfrutando a rica satisfação de uma natureza sadia.

Autor: Bruno Dias. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Contra a pandemia, a ecologia.