Insegurança alimentar

Postagem : 20 de outubro de 2020

Na Grécia antiga, ocorreu a segunda Diáspora grega, na qual a falta de alimentos e o crescente número de habitantes levaram à queda da comunidade gentílica. A antiga sociedade grega apresentou uma realidade semelhante a do Brasil atual que sofre com a insegurança alimentar. Assim, é valido apresentar o histórico nutritivo do brasileiro, como também destacar o crescimento da fome em face à pandemia do Coronavírus. Evidencia-se diante desse contexto, a vitalidade de uma maior atenção para a fome que assola o século XXI.

É relevante abordar, primeiramente, os antecedentes alimentares do Brasil. No século XX, muitas famílias do estado do Ceará, sofriam com a seca e eram mantidas em campos de concentração, nos quais eram explorados com fome e sede. Essa dinâmica se assemelha à realidade atual da nutrição de grande parte da população brasileira, a qual sofre com a precariedade de alimentos. Mediante a esse cenário catastrófico, vale frisar que a insegurança alimentar brasileira apresenta-se em contraste com a sua produção agrícola. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um grande produtor de alimentos agrícolas, contudo a maior parte é transferida para o mercado externo. Nesse sentido, é valido apresentar que quatro em cada dez famílias sofrem com a falta de comida no Brasil. Diante desse quadro, urge a vitalidade da discussão acerca da insegurança alimentar no cenário hodierno.

Por outro lado, a pandemia COVID-19 ressaltou a triste realidade da fome. Segundo dados estatísticos o Brasil tornou-se o epicentro emergente da fome extrema, pois há cerca de 10,3 milhões de pessoas nessa situação no país. Em decorrência do desemprego em massa, muitos trabalhadores, principalmente os mais carentes, se encontraram atingidos pela fome extrema. Tal quadro é preocupante quando atrelado à inflação dos alimentos, que assola o Brasil, principalmente e, segundo especialistas, deve piorar nos próximos meses. No tocante a esse ponto de vista, é válido lembrar-se do quadro “O Grito”, do pintor Edvard Munch, pois a obra representa uma profunda angústia e desespero que coincide com a realidade e a insegurança alimentar vigente.

Entende-se, portanto, que é necessária uma maior atenção para a fome que prejudica o Brasil. Desse modo, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de autoridade do país, desenvolver em conjunto com o Ministério da Economia, políticas públicas de eliminação da insegurança alimentar brasileira. Através de ajuda as famílias carentes do Brasil, com a criação de restaurantes que ofertem comidas grátis com três refeições por dia e nesse período pandêmico, ofertas de cestas básicas aos necessitados. Assim, diminuirá o cenário conturbado da alimentação no Brasil e, consequentemente, reduzirá os índices da fome. Posto isso, será superado o quadro da insuficiência alimentar e não mais viveremos em um Brasil análogo à Diáspora grega.

Autora: Mariana Reis Araújo. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: O Brasil, no mapa da insegurança alimentar, no século XXI.