Lucas Siqueira Batista. Nota 920 no Enem 2017

Postagem : 4 de maio de 2018

   Do estigma à superação

É fato que pessoas com deficiência são, historicamente, vistas como incapazes. Desde a Antiguidade, indivíduos surdos ou mudos eram subjugados e, até   mesmo, sacrificados, por serem considerados imperfeitos e impuros. Contudo, a situação começou a mudar no século XVIII, por meio das ideias iluministas de   igualdade, liberdade e fraternidade. Atualmente, apesar da problemática ter sido melhorada com a Declaração dos Direitos Humanos, ainda há muito preconceito   e segregação, principalmente no âmbito educacional. No entanto, será que é possível equiparar o ensino a todos?

Primeiramente, é preciso esclarecer que não é uma limitação, mas sim uma adaptação especial. Nesse sentido, é importante lembrar que deficientes são tão   capazes quanto qualquer indivíduo, entretanto, falta inclusão. Ainda que hajam professores qualificados para lidar com crianças com problemas auditivos, a sua sociabilização é comprometida, já que muitos desses infantes ficam divididos em turmas específicas. Dessa forma, evidencia-se a segregação da sociedade, que também torna-se pouco consciente em vista das necessidades de adaptações.

É importante lembrar que para adultos o panorama pouco se modifica. Muitos profissionais são recusados em vagas de emprego por necessitarem de pessoas que saibam se comunicar por libras, a linguagem dos sinais. Com isso, tornam-se marginalizados e esquecidos pela população, que tem pouco conhecimento a respeito da pluralidade da diferença.

Nesse contexto, é preciso ressaltar que as limitações não estão na psiquê das pessoas com necessidades especiais, mas sim na mente, em geral, daqueles que não compreendem a importância da educação e adaptação para a congregação de todos. Como elucidado por Nelson Mandela, líder político e ativista, “Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos”.

Diante de tudo isso, é possível, sim, igualar a educação para todos, todavia, é necessária ação. É indispensável o ensino de libras e braille nas escolas, por meio de turmas diversas e políticas de integração por intermédio do governo. Além disso, é bem-vinda a padronização da comunicação na mídia, com descrição, libras e legendas, para a superação da limitação.

 

Lucas Siqueira Batista. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.