Luta desenfreada

Postagem : 15 de dezembro de 2012

Desde os primórdios da sociedade, quando ainda não havia a moeda propriamente dita, as pessoas realizavam negociações por meio de trocas de mercadorias. Nesse viés, não é preciso ter lentes de aumento para perceber que o poder aquisitivo é fundamental no mundo. Aliás, mais que isso: é o ponto de convergência para onde caminha a sociedade e o Estado.

Nesse contexto, é preciso enfatizar que o dinheiro não compra a felicidade, entretanto, proporciona viagens, prazeres, conforto, cultura e saúde. Portanto, vê-se que é bastante positivo ter verba suficiente para viver bem e para poder pagar as próprias contas.

Por outro lado, o que se percebe é um hiperconsumismo, fruto da modernidade líquida, em que as pessoas acabam escravas do comprar. Outrossim, é fácil constatar que as ditaduras, no mundo árabe, bem como os diversos escândalos, envolvendo desvio de verbas públicas revelam a face negativa do dinheiro, na medida em que é usado como sinônimo de “status” social, de poder e de
superioridade.

Diante do exposto, observa-se que esse é o cenário do dinheiro no mundo pós-capitalista. É preciso educar as pessoas a comprar apenas o necessário e a ajudar os que mais necessitam, para que não acabem como verdadeiros escravos do consumo exacerbado. Ademais, faz-se necessário priorizar o ser em detrimento do ter, pois mais importante que a luta desenfreada pelo dinheiro, é o sentido de lutar por um mundo melhor.

Gabriela Zorzanelli