Luta sem Vitória

Postagem : 15 de outubro de 2012

As vertentes que impulsionam a vingança sobressaem-se sobre um simples ato de defesa para um impulso selvagem. Em uma sociedade do espetáculo, dominada pelo processo midiático, o sentimento vingativo, em muitos casos, abrange como um meio de justiça.

Análises cênicas difundem-se claramente sobre as ações vingativas. Não resta dúvida de que é um ato essencialmente humano. Na tragédia grega clássica, por exemplo, Medeia mata os próprios filhos em revide ao ex-marido, Jasão. Na clássica peça de Hamlet, a vingança é também exacerbada. Inclusive, nos marcos atuais, como a novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo de Televisão, o tema é também tratado. Por mais errado que seja, estranhamente, esse sentimento tão polêmico, sempre atrai o público.

Vale relembrar que o atentado às Torres Gêmeas americanas deixou uma população sedenta por justiça. No mesmo contexto, emprega-se o assassinato do seu mediador, Osama Bin Laden. É importante ressaltar ainda a semântica da palavra assassinato, que expressa homicídio sem julgamento. É importante rever ainda que, em uma sociedade, na qual o senso crítico é escasso, a vingança e a justiça parecem se entrelaçar.

Porém, é preciso iluminar os cidadãos sobre as atrocidades que uma vingança pode causar às sociedades e insistir na educação do senso crítico social que deve ser sempre uma meta. O essencial é o apelo aos direitos civis, ao invés do revide próprio, pois não há vencedores, em uma luta, em que ambos podem sair feridos.

Hugo Freitas V. Fernandes Idade: 18 anos. Pretende cursar Medicina.