Mobilidade e bem-estar

Postagem : 10 de setembro de 2013

A mobilidade no meio urbano está intimamente ligada à qualidade de vida dos habitantes das cidades, podendo favorecer ou prejudicar o bem-estar da população.
Durante a década de 30, o surto industrial brasileiro precipitou a hipertrofia urbana e o êxodo rural, que foram responsáveis pelo crescimento desordenado das grandes cidades. Aliada à progressiva expansão dos centros urbanos, a carência de investimentos e de políticas públicas no setor de transportes acarretaram o cenário caótico nas cidades brasileiras.
É importante assinalar que, além de superlotados, depredados e ineficientes, os meios de transporte públicos brasileiros são alvos das ações de assaltantes e de outros criminosos que aproveitam o excesso de passageiros para cometerem toda ordem de delitos, desde furtos até homicídios.
Sob esta ótica, observa-se ainda, que a qualidade de vida dos cidadãos, que enfrentam o trânsito diariamente é reduzida também pelo estresse e todas estas questões geram graves doenças cardiovasculares, respiratórias e imunológicas. Cumpre lembrar que a poluição gerada pelo excesso de automóveis também prejudica a saúde dos moradores destes centros urbanos.

Não é surpreendente, portanto, que países que investem nos transportes públicos e incentivam o uso de bicicletas possuem melhores colocações na avaliação de IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, já que a eficiente mobilidade urbana satisfaz
a população.

Deve-se, por isso, estar ciente de que a maior atenção dada pelos governantes à infraestrutura de transporte melhora a qualidade de vida, reduz a violência no trânsito e também a incidência de doenças relacionadas ao estresse. O incentivo ao uso de meios de locomoção limpos, como a bicicleta, também reduz o sedentarismo e, portanto, diminui o número de mortes causadas por este prejudicial estilo de vida.

Yasmin Ferreira Sampaio Peres, vestibulanda para o curso de Engenharia Civil.