Modernidade e atraso

Postagem : 9 de setembro de 2018

É preciso viver com os tempos. porém toda espécie de radicalismo é prejudicial à saúde da sociedade e traz transtornos. Sabe-se que a globalização proporciona aos humanos um comportamento similar, quando direcionado a determinados costumes tecnológicos.

O uso indevido de parafernálias tecnológicas, como o celular, durante as aulas escolares, é prejudicial à aprendizagem. Entre o aluno e o seu telefone há uma forte interação, mas possibilita a formação de um indivíduo cada vez mais introspectivo e antissocial. Tal ato foi repetido tantas vezes, que o governo da França optou por driblar a situação. A solução encontrada pelo Estado francês foi a proibição do uso do celular, para quaisquer fins, durante a decorrência das aulas.

Em verdade, a radicalização desfavorece determinadas relações sociais, importantes para a formação cidadã, a qual é ensinada na escola. Porém, proibir não é o melhor caminho a ser seguido. Medidas, como a imposição de limites, quanto ao uso do aparelho telefônico poderá ser a melhor saída. Reunir estudantes para realizarem pesquisas “online” relacionadas ao conteúdo estudado é um dos benefícios proporcionado pelo aparelho móvel, o qual poderá deixar a aprendizagem mais interativa e a aula se tornará mais interessante.

É necessário pôr em prática o conceito de maioridade formulado por Immanuel Kant, filósofo alemão. O ser humano atinge a maioridade, quando além de se tornar responsável pelos seus atos, é capaz de tomar atitudes sem se deixar influenciar por tradições, costumes ou crenças alheias. É de suma importância que seja realizada uma aliança entre pais, alunos, diretores e professores, para que se possa escolher o melhor caminho a ser adotado em relação às novas tecnologias. Não se pode esquecer de que a utilização pedagógica do telefone, quando feita de maneira sensata, poderá trazer benefícios interessantes à educação.

 

 

Autora: Larissa Lopes. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: A proibição do celular nas escolas é uma proteção pedagógica?