Mundo compartilhado

Postagem : 15 de junho de 2015

É nítido que a necessidade de fazer um autorretrato é mais que comum na sociedade moderna. Esse exercício lúdico e narcisista está muito presente no cotidiano das pessoas atualmente e se tornando um grande instrumento de distração. Em verdade, realizar essa atividade já era costume entre os grandes artistas da antiguidade.
Durante a maioria do período histórico do mundo, pintores, como Renoir, Rembrand, e Caravaggio tinham a necessidade de criar os seus autorretratos, por meio de pinturas, para mostrar os seus sentimentos em relação ao momento em que viviam. A sociedade atual possui esse mesmo objetivo, quando fazem uma “selfie”. Os jovens, principalmente, querem registrar uma informação fugaz sobre o momento vivido e compartilhá-la com as pessoas.
A vontade excessiva de fixar os acontecimentos está cada vez mais descontrolada, já que tudo se torna motivo para fazer um autorretrato, não importando se a “selfie” vai sair bonita ou não. Esse ato se torna uma metáfora do tempo presente, em que a instantaneidade, a quantidade e o descompromisso com a qualidade é a regra. Consequentemente, isso se torna uma enorme distração para o jovem atual, já que eles sentem a necessidade de passar a maior parte de seu tempo nos celulares visualizando os registros de amigos e fazendo os seus próprios, ao invés de se dedicarem mais aos estudos.
O uso das redes sociais para compartilhamento de momentos em forma de imagens é realmente uma constante na atualidade. Deve-se reconhecer que esse uso excessivo é prejudicial para a concentração, principalmente dos jovens, que deveria ser usada em ações instrutivas. É preciso que eles saiam do eterno presente, conheçam o passado e assumam o compromisso com o futuro e que façam projetos mais importantes para suas vidas.

Lucas Tristão Machado

Tema: O tempo dos “selfies”.