Natural e Cruel

Postagem : 22 de setembro de 2012

Durante vários contextos históricos distintos, é possível analisar a retaliação humana como um instinto. Com mortes e torturas, o homem foi e é capaz de manter seu orgulho e ego diante da humilhação causada pelo outro.

Nesse sentido, pode-se recordar da tragédia grega “Medeia”. Produzida com o sentimento de vingança, mostra a personagem principal, como assassina de seus filhos e também da amante. Promovida pela traição de seu esposo, Medeia fez uso de sua ação própria, para obter uma justiça selvagem, remetendo-a como um ser animal.

Desse modo, também é possível observar a inimizade entre os Estados Unidos e o terrorista Osama Bin Laden. No dia 11 de setembro de 2001, o saudita foi mandante do maior atentado da história dos americanos. Diante do sentimento de revanche, em 2011, as forças antiterroristas americanas encontraram e executaram Bin Laden, sem dar oportunidade de defesa. Isso evidencia que o humano é capaz do mais terrível ato para revidar sua humilhação.

Em meio a esses fatos, cabe observar que a lei física de Isaac Newton, “Toda ação tem uma reação de mesma intensidade”, aplica-se também à filosofia da vingança. Remete-se ainda ao Naturalismo, que propôs o homem como um animal, como todos os outros que, em momentos de fúria, não é capaz geralmente, de repensar seus atos de retaliação.

Gabriel Couto Tavares. Idade: 17 anos. Pretende cursar Medicina.