O combate aos antígenos

Postagem : 12 de agosto de 2020

Vacinas são suspensões de microrganismos enfraquecidos ou mortos que, ao serem inseridas em um organismo promovem imunidade a certas doenças. No cenário global vigente, almeja-se, demasiadamente, fabricar uma vacina eficiente contra o Covid-19. Entretanto, além de achar a composição correta, existem outros problemas relacionados ao acesso desta vacina, como a distribuição e competição entre os países.

Primeiramente, vale ressaltar que, embora o mundo esteja cada vez mais globalizado e a tecnologia mais avançada, há ainda limitações no que diz respeito a propagar alguns materiais. No caso da produção da vacina, além da difícil missão de elaborar uma fórmula adequada, há obstáculos como obtenção de matéria-prima para a produção desta, além de que produzir e distribuir mais de 7 bilhões de cópias é algo que requer tempo. Além disso, países desenvolvidos sempre estão à frente, enquanto os subdesenvolvidos atrás. A desigualdade social nesse caso é ainda mais grave, pois quanto mais demorar uma nação para ter acesso à vacina, mais mortes ocorrerão.

Em segundo plano, é fato que, infelizmente, há uma semelhança com a Guerra Fria no que tange à competição entre os países para encontrar a vacina. O quadro, que surgiu em 1947, foi marcado pela competição entre a União Soviética e os Estados Unidos. O vencedor seria aquele com o maior poder tecnológico e bélico. É uma vergonha que, ao invés de os países se unirem para acelerar a fabricação de um composto capaz de combater os antígenos, eles se fragmentam e são individualistas. Para Montesquieu, filósofo francês: “O que não for bom para a colmeia também não é bom para a abelha”. Nesse sentido, nota-se que essa competição afeta, negativamente, não só os países, mas também os povos.

Diante desses fatos, fica evidente a necessidade de manter a ordem e a união para a elaboração mais rápida de uma vacina. Para isso, o Ministério da Saúde, juntamente, com o Governo Federal devem buscar fazer acordos internacionais, auxiliando e gerando o material necessário para a pesquisa. Ademais, comunicados gerais devem ser transmitidos, para acalmar a população e conscientizá-la de que o possível está sendo feito. Espera-se assim, que os avanços possam ser feitos de forma mais harmônica, as desigualdades entre os países sejam reduzidas e que esta enfermidade seja superada.

Autor: Bruno Dias. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Falta pouco?