O dedo americano

Postagem : 9 de setembro de 2014

A Guerra da Faixa de Gaza já ultrapassou todos os limites, tanto diplomáticos quanto humanos. O conflito entre israelenses e o grupo extremista Hamas, formado por palestinos, alcançou um aterrorizante patamar bélico devido ao apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel. A proporção política desse combate é tão grande que até o Brasil, com sua política pacifista, sofreu afrontes diplomáticos.
O termo guerra ao ser utilizado neste conflito pode ser considerado um eufemismo exagerado, pois esta expressão prevê um mínimo equilíbrio entre as forças. É mais correto caracterizá-lo como massacre do Estado judeu sobre os palestinos da Faixa de Gaza, como mostram as estatísticas do final de julho de 2013, quando constataram-se-se a morte de 700 palestinos contrastando com a de 30 israelenses. Isto se dá por causa do apoio paternal dos americanos, com o fornecimento de armas para o lado hebreu. Sendo os estadunidenses, os maiores produtores de armas do planeta, é fácil entender o peso desse apoio.
Tem-se, todavia uma dualidade neste posicionamento dos Estados Unidos, pois mesmo financiando esse genocídio, tenta por meio da ONU, órgão que eles mesmos controlam, alcançar acordos de paz. Os outros países permanecem inertes? Não. O Brasil, por exemplo, tentou estimular um pacto pelo fim dos combates. Acabou, porém, sendo humilhado pelo porta-voz israelita que afirmou que “Desproporcional era perder de 7 x 1 para a Alemanha e não a guerra”, em uma clara alusão à semifinal da Copa do Mundo de 2014 perdida pela seleção brasileira.
Em um conflito de tais proporções, não há um país no globo, que deve permanecer passivo. Permitir a extinção dos muçulmanos palestinos não é uma opção. Com a ameaça de uma guerra nuclear, devido ao forte armamento que está sendo empregado, qualquer Estado que não se esforçar para acabar com a Guerra da Faixa de Gaza pode ser considerado cúmplice do fim do mundo.

Thomaz Patrão de Aquino. Vestibulando.

Tema: Por que as violências e as guerras ainda se mantêm em um mundo interconectado e hiperglobalizado? Como você relaciona estes fatos ao Brasil?