O desleixo com a prevenção.

Postagem : 16 de abril de 2019

No presente ano de 2019, o Brasil perdeu o importante certificado de erradicação do sarampo. A queda da cobertura vacinal enfraqueceu a blindagem contra a doença, deixando os brasileiros mais suscetíveis à imigração venezuelana. Outras moléstias que já possuem vacinas também ressurgiram, devido ao desleixo com a sociedade, porém o sarampo é uma doença infecciosa aguda de natureza viral, altamente contagiosa e precisa ser controlada, a fim de evitar maior número de óbitos.

É surpreendente o aumento de 264% no número de casos de dengue, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo o jornal O Globo. Além da falta de consciência coletiva da população brasileira, em relação à prevenção de epidemias, alguns vírus já se encontram até em um ciclo silvestre. O vírus Zika está sendo contraído por macacos brasileiros, que atuam como hospedeiros e, igualmente, a febre amarela. O sarampo é agora uma outra preocupação que poderia ter sido evitada no país.

Outro fator preocupante é o desafio das dificuldades políticas e econômicas em que o país se encontra. O investimento em publicidades preventivas contra o sarampo e outras epidemias, vigilâncias e investimentos em pesquisas não podem ser deixados de lado. A capacitação de profissionais da saúde, que já se formaram há mais de cinco anos, aumenta a não eficácia nos tratamentos, já que estes não tiveram contato com estudos sobre novos vírus, quando estavam nas universidades.

Segundo o Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, A saúde é direito de todos e dever do Estado. Nesse sentido, é imperioso que o Poder Público, em parceria com a mídia criem campanhas de abrangência nacional sobre formas preventivas contra o sarampo e o mosquito “Aedes Aegypti” durante o ano todo. É relevante também o investimento em pesquisas nesse ramo e a exigência da carteira de vacinação em escolas públicas. O saneamento básico e a vigilância do governo também são importantes para o controle de epidemias e do índice de mortalidade no país, como o sarampo, há anos erradicada no país.

 

Autora: Hellen Vianna. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: Epidemias persistentes e temporárias fazem do Brasil um país doente?