O dilema da conciliação

Postagem : 6 de setembro de 2015

As novas tecnologias estão tomando o lugar dos médicos. É nessa direção que os profissionais das gerações mais antigas contestam a medicina atual. Dessa forma, o maniqueísmo, isto é, o bem e o mal, em relação ao avanço tecnológico ficam evidentes, visto que não há por que ressaltar apenas, o lado ruim da substituição do contato direto médico-paciente.

É importante considerar também que a tecnologia tem contribuído para a evolução e aprimoramento da medicina. Desse modo, não há dúvida de que os diagnósticos mais precisos e rápidos e, até mesmo, a prevenção de doenças estão auxiliando para a evolução da saúde humana.

O termo anamnese que vem do grego – ana, trazer de novo e mnesis, memória – consiste na entrevista realizada pelo médico ao seu enfermo. Acredita-se que este seja o ponto inicial do diagnóstico de uma doença. Logo, o contato e a conversa fazem parte do processo da prática médica, deixando claro que não há computador que possa substituir esse olhar clínico.

O escritor theco, Franz Kafka, dizia que: “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”. Em outras palavras, o cuidado com o paciente e o contato presencial são imprescindíveis e devem ser repensados pelos médicos contemporâneos. Logo, não se pode culpar a tecnologia pela desumanização e sim, procurar usá-la de mais forma positiva entre as partes envolvidas no ato médico.

Carolina Sousa Ponciano. Vestibulanda.

Tema: A medicina é humana, em sua essência, é feita de humanos para humanos. Como você percebe as peculiaridades da relação médico-paciente com as novas tecnologias do século XXI?